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Ryanair corta 20 rotas na Bélgica

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A Ryanair anunciou a redução da sua operação na Bélgica para o inverno de 2026, com a retirada de seis aviões, o corte de 1,1 milhões de lugares e o encerramento de 20 rotas nos aeroportos de Bruxelas-Charleroi e Bruxelas-Zaventem. A companhia atribui estas medidas ao aumento da taxa de aviação decidido pelo Governo federal belga.

Segundo a transportadora irlandesa, a taxa deverá passar de dois euros, em janeiro de 2025, para sete euros, em janeiro de 2027, o que representa um aumento de 250%. A Ryanair considera que esta medida prejudica a competitividade do transporte aéreo belga face a outros países europeus que aboliram taxas semelhantes ou reduziram os custos aeroportuários.

A companhia estima que a retirada dos seis aviões represente a transferência de um investimento de 600 milhões de dólares para outros mercados europeus. A redução da capacidade poderá também afetar o turismo e o emprego associados à atividade aeroportuária.

O diretor executivo da Ryanair, Michael O’Leary, criticou a política fiscal do Governo liderado por Bart De Wever, defendendo que o aumento dos impostos sobre o transporte aéreo penaliza os passageiros e desvia tráfego para países com custos mais baixos.

“Taxar o tráfego aéreo não gera crescimento; simplesmente transfere-o para outros destinos”, afirmou O’Leary, citado pela empresa. O responsável apelou ao Governo belga para abolir a taxa, advertindo que a sua manutenção poderá levar a novos cortes de rotas, passageiros e postos de trabalho.

A Ryanair aponta como exemplos a Suécia, a Eslováquia, a Hungria e a Itália, países que, segundo a companhia, aboliram taxas de aviação e reduziram encargos aeroportuários para estimular o crescimento do setor. Em sentido contrário, a empresa cita a Áustria e a Alemanha como exemplos de mercados onde os custos elevados prejudicam a competitividade.

A transportadora critica ainda o regime europeu de comércio de emissões (ETS), que, na sua interpretação, penaliza os voos dentro da União Europeia, enquanto os voos com origem ou destino fora do espaço comunitário beneficiam de um tratamento diferente.

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