Rúben Castro apresentou no Luxemburgo livro sobre a procura de casa e de pertença
O poeta Rúben Castro apresentou, a 23 de outubro, no café Theaterstuff, no Luxemburgo, o livro “Quando é que posso voltar a casa?”, numa sessão literária que reuniu poesia, reflexão e partilha em torno da memória, da identidade e da experiência de viver entre diferentes geografias. O BOM DIA foi parceiro da iniciativa.
Publicado pela Oxalá Editora, com o apoio da Câmara Municipal do Funchal, o livro reúne 60 poemas, distribuídos por três capítulos — “Fundações”, “Alicerces” e “Telhado” — que acompanham o percurso do autor pela Madeira, Lisboa e Bruxelas.
A obra explora o significado de casa para além do espaço físico, refletindo sobre a forma como os lugares moldam a identidade, a influência das recordações e a experiência de construir uma vida entre diferentes territórios. A deslocação, a pertença e a dimensão social da linguagem são alguns dos temas que atravessam os poemas e que encontram particular ressonância junto de quem vive longe do seu país de origem.
A apresentação contou com a participação da poetisa São Gonçalves, na qualidade de crítica literária, e do poeta Leonardo Pintado. Ambos conduziram uma conversa intimista com Rúben Castro, centrada nas memórias, nas raízes e em tudo aquilo que, nas palavras da organização, “cheira a pão e a casa”.

O encontro contou ainda com a declamadora Teresa Verissimo, que deu voz a poemas da obra, proporcionando ao público um contacto direto com a escrita do autor.
Com “Quando é que posso voltar a casa?”, Rúben Castro, que vive em Bruxelas, propõe uma reflexão sobre o que significa pertencer a um lugar e sobre a forma como a ideia de casa se transforma ao longo da vida. Uma temática que dialoga com a experiência de muitos portugueses emigrados, para quem a distância, as memórias e a ligação às origens fazem parte da construção da própria identidade.
A apresentação no Luxemburgo contou com o apoio do BOM DIA, parceiro da iniciativa.