Alcafache assinala 40 anos da tragédia ferroviária com capela dedicada aos emigrantes
Uma capela em homenagem aos emigrantes foi inaugurada no domingo (14 de setembro) em Alcafache, junto à Linha da Beira Alta, no local onde, há 40 anos, ocorreu o maior acidente ferroviário de Portugal. Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, e Ramalho Eanes, que era Presidente da República em 1985, marcaram presença.
Quatro décadas depois, o local ganhou novos elementos de homenagem. Foi inaugurada uma capela com a imagem de Nossa Senhora dos Emigrantes, inspirada na de Nossa Senhora dos Navegantes, mas representada sobre uma esfera que simboliza o globo terrestre. A capela, erguida junto ao memorial já existente, passa a oferecer um espaço de recolhimento e oração pelas vítimas.
De acordo com o LusoJornal, as obras de requalificação incluíram ainda a colocação de uma placa toponímica com a inscrição “Travessa do 11 de Setembro de 1985 – Tragédia ferroviária” e a aplicação de pavimento, há muito reivindicado pela comissão organizadora das homenagens. Futuramente, está prevista a colocação de informação adicional para ajudar visitantes a compreenderem a dimensão da tragédia.



Presente na cerimónia, Emídio Sousa deixou uma palavra especial aos emigrantes: “A sua história é feita de sacrifício, trabalho e amor a Portugal. Estou consciente da importância de proteger, valorizar e cuidar das nossas comunidades espalhadas pelo mundo.”
Recorde-se que No dia 11 de setembro de 1985, chocaram frontalmente na Linha da Beira Alta, entre Mangualde e Nelas, um Sud-Express com destino a Paris lotado de emigrantes e um Regional que seguia para Coimbra. Não há informações sobre número exato de mortos.