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Brasil calmo um dia após prisão de Lula da Silva

Um dia após Lula da Silva se ter entregado à polícia para começar a cumprir uma pena de 12 anos de prisão, o Brasil acordou calmo, sem grandes protestos a favor ou contra o ex-Presidente.

Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, cerca das 10:00 (14:00 Lisboa), um grupo de manifestantes pró-Lula da Silva permanecia acampado em redor da sede da Polícia Federal de Curitiba, mas o clima na área estava calmo.

No sábado, houve tumultos neste local, onde Luiz Inácio Lula da Silva permanecerá preso. Apoiantes e pessoas que estavam a comemorar o facto de o ex-Presidente ir para a cadeia entraram em confrontos que fizeram diversos feridos.

A Polícia Militar brasileira tentou estabelecer um cordão policial entre manifestantes pró e contra o ex-Presidente, afastando-os cerca de 30 metros para evitar confrontos. Ainda assim, registaram-se discussões e insultos.

Incidentes idênticos repetiram-se em concentrações noutras cidades, como em São Paulo, Brasília ou São Bernardo do Campo.

Lula da Silva, que sempre se declarou inocente, foi considerado culpado dos crimes de corrupção e branqueamento de capitais, por ter alegadamente recebido um apartamento de luxo na cidade do litoral do Guarujá como suborno da construtora OAS, uma das empresas envolvidas nos escândalos da Operação Lava Jato.

Na madrugada de quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou um ‘habeas corpus’ apresentado pela defesa de Lula da Silva, que visava evitar a sua prisão antes de se esgotarem os recursos na Justiça.

Na sequência da decisão do STF, o juiz federal Sérgio Moro decretou a prisão de Lula da Silva e deu como prazo a tarde de sexta-feira (noite em Lisboa), para o ex-Presidente brasileiro se apresentar voluntariamente à Polícia Federal na cidade de Curitiba, no Estado do Paraná, sul do Brasil.

Luiz Inácio Lula da Silva, 72 anos, foi o 35.º Presidente do Brasil (2003-2011), entregou-se quase 26 horas depois, saindo da sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, no Estado de São Paulo, onde estava desde quinta-feira.