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Albuquerque diz que está à espera de verbas para apoiar emigrantes da Venezuela

O presidente do Governo Regional da Madeira disse esta segunda-feira que o este executivo ainda não recebeu a verba prometida pelo Governo da República para apoio aos emigrantes que regressam da Venezuela devido à instabilidade socioeconómica vivida no país.

“Houve uma reunião [em janeiro] com o secretário de Estado [das Comunidades Portuguesas], José Luís Carneiro, uma pessoa que eu conheço e que costuma cumprir a sua palavra e, com certeza, que parte dessa verba vai vir”, afirmou Miguel Albuquerque, vincando, no entanto, que o milhão de euros prometido “ainda não veio”.

O presidente do Governo Regional falava na paróquia do Piquinho, em Machico, na zona leste da Madeira, à margem de uma cerimónia religiosa de homenagem aos 30 anos sacerdotais do padre Alexandre Mendonça, capelão da Missão Católica Portuguesa em Caracas.

“Faço fé, porque em questões destas, de cariz humanitário, o mínimo que se exige de um Governo é que cumpra”, disse, sublinhando que “as coisas estão mais ou menos definidas” e que, enquanto a transferência de verbas não ocorre, o executivo madeirense “vai adiantando” os apoios aos emigrantes, “porque é isso que temos que fazer”.

As autoridades regionais estimam que mais de 4.000 emigrantes da Venezuela já regressaram ao arquipélago desde 2017, sendo que o apoio governamental incide sobretudo ao nível da educação, saúde e habitação.

Em janeiro, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse que estavam inscritos 2,5 milhões de euros no Orçamento de Estado para apoiar os emigrantes da Venezuela, dos quais um milhão se destinava à região autónoma.

Esta era a “disponibilidade para o exercício orçamental de 2018”, segundo referiu José Luís Carneiro após uma reunião com os secretários regionais da Educação, da Saúde e da Inclusão Social da Madeira, indicando depois que para 2019 seria feita uma “nova uma avaliação” das necessidades.

O padre Alexandre Mendonça, que tem 63 anos e reside há cinco décadas na Venezuela, disse, por seu lado, que este é o “momento mais difícil” que a comunidade portuguesa vive naquele país, onde cerca de 400 mil portugueses (três gerações) são originários da Madeira.

“O meu conselho, sobretudo para quem tem crianças, é aproveitar para regressar para a Madeira, para Portugal, para a Europa”, disse aos jornalistas, sublinhando que o futuro da Venezuela “não se apresenta brilhante”.