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Vaticano e China começam “nova fase” nas suas relações

O Papa Francisco disse no Vaticano que o acordo com Pequim sobre a nomeação dos bispos católicos representa uma “nova fase” nas relações com a China, anunciando uma mensagem a toda a Igreja, sobre este tema.

“Decidi dirigir aos católicos chineses e a toda a Igreja universal uma mensagem de encorajamento fraterno, que será publicada hoje. Com ela, desejo que se possa abrir uma nova fase na China, que ajude a curar as feridas do passado, a restabelecer a manter a plena comunhão de todos os católicos chineses e a assumir com renovado empenho o anúncio do Evangelho”, disse, no final da audiência pública semanal que decorreu na Praça de São Pedro.

Francisco recordou que no último sábado foi assinado em Pequim um acordo provisório entre a Santa Sé e a República Popular da China, sobre as nomeações episcopais.

“O acordo é fruto de um longo e ponderado caminho de diálogo, destinado a favorecer uma colaboração mais positiva entre a Santa Sé e as autoridades chinesas, para o bem da comunidade católica na China e pela harmonia de toda a sociedade”, assinalou.

Na última noite, ao regressar desde a viagem aos países bálticos, o Papa tinha dito aos jornalistas que recente acordo provisório entre a Santa Sé e a China representava um avanço, precisando que a nomeação de bispos é da sua exclusiva responsabilidade.

Esta manhã, Francisco falou numa “importante missão” de todos os católicos, chamados a acompanhar com a oração as comunidades chinesas.

“Elas sabem que estão sós. Toda a Igreja reza com eles e por eles. Peçamos a Nossa Senhora, mãe da esperança e ajuda dos cristãos, que abençoe e guarde todos os católicos na China, enquanto invocamos a Deus o dom da paz para todo o povo chinês”, concluiu.

O acordo permitiu que todos os prelados do país estejam agora em comunhão com o Papa, pela primeira vez em décadas.

As relações diplomáticas entre a China e a Santa Sé terminaram em 1951, após a expulsão de todos os missionários estrangeiros, muitos dos quais se refugiaram em Hong Kong, Macau e Taiwan.

Em 1952, o Papa Pio XII recusou a criação de uma Igreja chinesa, separada da Santa Sé [Associação Patriótica Chinesa, APC] e, em seguida, reconheceu formalmente a independência de Taiwan, onde o núncio apostólico (embaixador da Santa Sé) se estabeleceu depois da expulsão da China.

Pequim só reconhecia os bispos nomeados pela APC; os bispos nomeados diretamente pelo Vaticano foram, muitas vezes, perseguidos e presos pelas autoridades.