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Trabalhadores Cristãos Europeus denunciam trabalho ao domingo

O Movimento de Trabalhadores Cristãos Europeus (MTCE) defende que a “banalização do trabalho ao domingo” deve ser “veementemente rejeitada”, na sua declaração pelo ‘Dia Internacional do Domingo Livre, sem trabalho, que se assinala dia 3 de março.

“A nossa democracia é alimentada por experiências positivas de união e pela oportunidade de participar ativamente na mesma. Uma condição necessária é um domingo livre para o maior número de pessoas possível”, lê-se no documento enviado à Agência ECCLESIA.

O Movimento de Trabalhadores Cristãos Europeus destaca que o domingo de folga permite “experimentar o valor acrescentado humano da união” e assinala que “a sociedade continua a desintegrar-se” sem espaços de experiência partilhada para as famílias, círculos de amigos, clubes e iniciativas.

A “banalização do trabalho ao domingo”, acrescenta, deve ser “veementemente rejeitada”, quem trabalha “merece uma compensação financeira, uma compensação em termos de tempo livre, e o reconhecimento social”.

Na declaração ‘a democracia próspera com experiências positivas de convivência e participação’, que assinala o ‘Dia Internacional do Domingo Livre’ 2021, no dia 3 de março, o MTCE refere que estar disponível em qualquer altura é hoje possível através de meios digitais e está a “tornar-se cada vez mais evidente”.

“Os limites entre tempo livre e tempo de trabalho estão a desaparecer visivelmente. Muitas pessoas sentem-se esmagadas e, também por isso, a doença mental e os sintomas de esgotamento estão a aumentar”, alerta.

Os trabalhadores cristãos contextualizam que na Europa o domingo sem trabalho “é um dos bens culturais mais antigos” e deve estar sob “proteção especial”.

“Como direito legítimo e como rede de segurança para as pessoas e a natureza contra a autoexploração e exploração por terceiros”, acrescenta.

Sobre o domingo e a construção comunitária, o Movimento de Trabalhadores Cristãos Europeus destaca também que o ponto de partida é “o tempo livre em conjunto” e lembra que as jovens comunidades cristãs reuniram-se neste “primeiro dia da semana” para “partir o pão e para se fortalecerem umas às outras na fé e na vida”.

“Para a prática da fé, o domingo é ainda hoje um dia indispensável e tem um significado comunitário para todos. A crescente individualização dos processos de trabalho atuais está a impulsionar a divisão da sociedade”, adianta, sublinhando a necessidade de momentos comuns para “celebrar, brincar, comer, etc”.

O Movimento de Trabalhadores Cristãos Europeus – MTCE é atualmente presidido pela portuguesa Olinda Marques que foi eleita, para um mandato de dois anos, a 16 de outubro de 2020.