Seguro apresentou livro do BOM DIA destacando a importância da memória
António José Seguro marcou presença em Dudelange, para apresentar o livro “60 anos Portugueses no Luxemburgo – 30 histórias”, projeto do BOM DIA, numa sessão organizada na ‘mairie’ daquela cidade luxemburguesa, em parceria com o Centro de Documentação das Migrações Humanas (CDMH).
O Presidente da República associou‑se assim a um projeto que recolhe testemunhos sobre a presença portuguesa no Grão‑Ducado. Acompanharam igualmente o chefe de Estado o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, o presidente da Comissão da Organização das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades portuguesas, Miguel Monjardino, e os deputados Carlos Alberto Gonçalves (PSD), José Dias Fernandes (Chega), Filipe Neto Brandão (PS), Jorge Miguel Teixeira (IL) e João Almeida (CDS-PP). Esteve ainda presente o Presidente da Câmara de Arganil, com quem Dudelange tem uma geminação.

Na intervenção, António José Seguro sublinhou a força do hábito português de contar histórias como fonte de inspiração e memória colectiva. “Inspiração para escrever encontra‑se em muitos sítios. Por exemplo ir a uma esplanada e ficar à escuta”, observou, apontando que os testemunhos reunidos no livro “dão conta de parte essencial da vida dos portugueses no Luxemburgo”.
O chefe de Estado destacou a construção de uma identidade dupla — portuguesa e luxemburguesa — resultante do contacto contínuo entre quem parte e quem acolhe. “Nós transportamos uma identidade que se deixa contaminar pela generosidade de quem nos acolhe”, afirmou, lembrando que essa troca enriquece ambas as sociedades e alimenta uma aprendizagem mútua.

António José Seguro valorizou ainda o carácter resiliente das histórias documentadas: mesmo quando narram dificuldades, são relatos de superação. “As comunidades contam histórias prodigiosas mesmo quando são dificuldades. Mas são histórias de superação e assim foram os 60 anos dos portugueses no Luxemburgo”, afirmou, realçando o percurso colectivo de gerações que ajudaram a moldar o presente do país de acolhimento.
Ao associar‑se à sessão, o Presidente quis chamar a atenção para a importância de registar e divulgar memórias comunitárias como forma de reconhecer contributos e fortalecer laços culturais e civis entre Portugal e a diáspora. O livro do BOM DIA, que teve coordenação de São Gonçalves, e foi produzido pela Oxalá Editora, surge, nas suas palavras, como um testemunho essencial desse legado e um convite a continuar a ouvir e a contar as histórias que definem a presença portuguesa no Luxemburgo.

Durante a cerimónia usaram da palavra o presidente da comuna de Dudelange, Dan Biancalana, Tiago Flores, presidente do Centro de Documentação das Migrações Humanas e São Gonçalves, coordenadora do livro, numa cerimónia moderada por Heidi Martins, do CDMH.
No final da apresentação, onde estiveram alguns dos autores dos testemunhos o Presidente da República assinou o livro de ouro da comuna de Dudelange.

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