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Já se recolhe sal na Ria de Aveiro

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A Botadela, festa tradicional que marca o início da recolha do sal em Aveiro, vai ser assinalada no sábado pela Câmara, pela Universidade e por marinhas privadas.

Da parte do município, a Câmara de Aveiro informa que vai comemorar a Festa da Botadela na sua Marinha da Troncalhada, atualmente um ecomuseu, com atividades que decorrerão entre as 10h00 às 17h00.

Os participantes vão poder saborear salicórnia, bivalves e sal marinho, bem como conhecer o tradicional jantar da botadela, mediante inscrição, num programa integrando no programa “Ria de Aveiro Weekend”, organizado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro.

Para assinalar a “Botadela” também serão desenvolvidas atividades nas marinhas da Pajota, Senitra, Noeirinha, Passagem e Santiago da Fonte, esta última propriedade da Universidade de Aveiro, onde se conhece a flora e a fauna do ecossistema lagunar.

As marinhas de sal, ricas em nutrientes, são também habitat de muitas espécies, especialmente aves aquáticas que ali encontram alimento, sendo de destacar, nos últimos anos, a presença de comunidades de flamingos.

A Botadela é a festa das marinhas, “que ancestralmente traduz a profunda alegria do marnoto em ‘botar’ a sua marinha a sal, depois de vários meses a preparar a marinha, limpando os lodos e as lamas acumuladas durante o inverno, reparando os muros e fazendo a cura dos solos”.

Por tradição, é uma ocasião para reunir a comunidade marnoteira e festejar com a família e amigos o momento que define o começo da recolha do sal, que se irá prolongar pelo verão.

A extração de sal é uma atividade milenar em Aveiro, havendo registos da sua prática na região datados de 959, variando a área ao longo dos séculos, consoante as alterações morfológicas da própria ria.

De grande relevância económica no passado, sendo, a par da cerâmica, um dos produtos exportados pela região para vários países, a exploração do salgado aveirense, com uma área de quase 2.600 hectares, entrou em declínio e são já poucas as marinhas que se mantêm em atividade.

Nos últimos anos, algumas salinas foram requalificadas para produção de salicórnia piscicultura e produção de macroalgas.

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