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Gulbenkian celebra 60 anos com programa especial de artes e cultura

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No âmbito das comemorações dos 60 anos da presença da Fundação Calouste Gulbenkian em França, Miguel Magalhães, diretor interino da delegação de Paris, apresentou, esta semana, o programa de ações para este ano com o objetivo de divulgar e promover artistas portugueses em França.

O programa foi apresentado durante uma conferência de imprensa que decorreu no Théâtre de la Ville, na praça do Chatelet (cujo diretor é o lusodescendente Emmanuel Demarcy Mota) na presença de alguns dos parceiros da Fundação.

A 7 e 8 de junho, em Deauville, no Parc des Enclos Calouste Gulbenkian, vai ter lugar uma exposição de artes visuais, performance, dança, etc. intitulada “Jardins de l’avenir”, com curadoria de Lou Forster, em colaboração com Teresa Castro (para o programa de filmes) e de Sylvain Martinel (para os ateliers de jardinagem).

Entre 5 e 26 de julho, a Fundação apresenta-se como parceira do Festival d’Avignon – dirigido pelo português Tiago Rodrigues – nomeadamente para o espetáculo de abertura, na Cour d’honneur du Palais des Papes, da artista Marlène Monteiro Freitas. Além disso, vai acompanhar a edição com outros projetos.

A Fundação é também parceira do Théâtre de la Ville num projeto que celebra a riqueza das artes contemporâneas e lusófonas, tanto por ocasião do Festival des Places, na Place du Chatelêt, como da edição deste ano dos Chantiers d’Europe. Está também planeado um ciclo de encontros com leituras e encontros, durante o mês de maio, sobre a nova tradução de “Nouvelles Lettres Portugaises” de Maria Teresa Horta, Maria Velho da Costa e Maria Isabel Barreno. A nova edição, financiada pela Fundação e editada pela Ypsilon Editeur, será lançada a 18 de abril e conta com tradução de Ilda Mendes dos Santos e Agès Levécot, ambas da Université Sorbonne Nouvelle.

Entre setembro e dezembro, a Gulbenkien terá uma parceria com o “Festival d’Automne”, com a participação de Marlène Monteiro Freitas e Isabel Galvain, no projeto RI TE, mas também para marcar o centenário de Pierre Boulez, com uma performance da coreógrafa Tânia Carvalho.

Provavelmente, durante o mês de novembro, vai ter lugar na Gaîté Lyrique um festival intitulado “Lisboa Nu Bai Paris” com dança, música, performances e exposições. A curadoria ficará a cargo de Dino D’Santiago e conta com a participação de artistas como Branko, Chaka Lion, Vanifox, Nidia, Marfox, Euclides, Maro e Soluna.

A Fundação tem também uma parceria com o Magazine BeauxArts para uma série de oito podcasts de cerca de meia hora, a partir de junho, retratando a presença de artistas portugueses num percurso emblemático entre Paris e Lisboa nos séculos XX e XXI, nomeadamente Paula Rego, Helena Almeida, Francisco Tropa, Manuela Marques e Marlène Monteiro Freitas.

Para assinalar os seus 60 anos de presença em França, a Fundação Calouste Gulbenkian encomendou ainda uma obra à cineasta Claire Denis sobre a “Ode Marítima” (Fernando Pessoa), que vai ser realizada em colaboração com Agnès Godard e Stuart Staples.

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Em colaboração com o Centquatre – o centro cultural que é dirigido pelo português José Manuel Gonçalves – a Fundação Calouste Gulbenkian criou um Prémio Art Ensemble, um programa que visa apoiar e valorizar os artistas que investem no domínio da conceção e realização de projetos de arte colaborativa, arte participativa, de trabalho coletivo e práticas artísticas para a inclusão social.

A delegação de França da Gulbenkian lança ainda mais três novos programas de residências artísticas, em França, destinadas a artistas portugueses e lusófonos. E, finalmente, e pela primeira vez, a Fundação associa-se à Orquestra de Paris para dois programas: um de acessibilidade com 35.000 entradas a famílias, alunos e cidadãos “afastados”, e outro de música e saúde para o apoio a “parênteses musicais” nos hospitais, para crianças em hospitalização longa.

Acrescente-se que a delegação da Fundação em Paris foi inaugurada em 1965 com a denominação de «Centre Culturel Portugais» (CCP). Encontrava-se instalada na antiga residência de Calouste Gulbenkian em Paris, 51 Avénue d’Ièna. Em 1992 o edifício adotou o nome de «Centre Cultural Calouste Gulbenkian» (CCC Gulbenkian). Em 2011 a delegação mudou para as atuais instalações, 39 Boulevard de La Tour-Maubourg, e adotou a atual denominação

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