O silêncio é de ouro, teu mistério já encanta
Ainda és um embrião, mas és dos perspicazes
Pois antes de nascer do ventre já nos espanta
Condenarás tanto homens, mulheres e rapazes.
O tempo não te apagará, porque ficarás gravado
E compreendido por audazes onde o silêncio desperta
Não por meros mortais vivendo ainda do passado
Esses não te entenderão, mas sim pessoas de mente aberta.
Não falarás nos jornais de uma nova ordem mundial
Apregoada na televisão por tantos comentadores
Ou há quem queira indireitar aquilo que nasceu torto
Poema do povo não se vende por moedas, ou por favores.
O tempo é de silêncio, e no íntimo sendo gravado
Não em pedra, mas dentro de um coração
Receptivo, moldável em mentes salutares
Que já o entendem embora seja ainda um embrião.
Poema gravado na pedra, te leio e repito lentamente
Não vejo em ti gralhas, pois és fresco e imaculado
Quando nasceres será lido por muita gente
E teu futuro não se apagará pois ficarás gravado.
José Valgode
