De que está à procura ?

Portugal

Covilhã acolheu o maior Encontro Europeu de Jovens Lusos de sempre

© cap magellan

O Encontro Europeu de Jovens Lusos, promovido pela associação de lusodescendentes Cap Magellan, reuniu este ano na Covilhã mais de meia centena de jovens oriundos de diversos países europeus. Durante nove dias, a iniciativa serviu de espaço de debate, aprendizagem e criação de laços entre elementos das comunidades lusófonas na Europa, tendo como eixo central o tema “Tecer a Inclusão: Identidades e Arte”.

Escutando os apontamentos dos jovens que participaram em edições anteriores, em 2026 a organização apostou numa dinâmica progressiva para integrar os participantes. “Nós não nos arrependemos de ter começado assim, com um dia levezinho, com uma tarde de sábado para deixar tempo aos participantes para chegarem e para de facto também terem esse momento para se conhecerem uns aos outros”, explicou Lurdes Abreu, presidente da Cap Magellan.

A escolha da Covilhã para acolher esta semana inclusiva prendeu-se com a intenção de colaborar diretamente com a Universidade da Beira Interior (UBI) e com a ligação da cidade à arte urbana e ao artesanato local, justificou a responsável.

Os trabalhos práticos da semana incidiram fundamentalmente em duas metodologias: o teatro fórum e o storytelling. Divididos por grupos, os participantes exploraram estas ferramentas para abordar temas associados à inclusão e aos preconceitos.

cap magellan

A par dos ateliers de trabalho, o programa integrou momentos informais e visitas de cariz cultural e social. Os jovens visitaram praias fluviais, o Museu de Lanifícios e deslocaram-se ao Centro para as Migrações do Fundão para conhecer as dinâmicas locais de acolhimento e integração.

Entre participantes e facilitadores, eram cerca de meia centena, vindos de países como Cabo Verde, Bélgica, Alemanha, Peru, Brasil, França, Países Baixos, Angola, Moçambique, Dinamarca e até mesmo Portugal. A adesão voltou a registar uma mistura entre participantes habituais e novas caras trazidas pela rede europeia de parceiros da própria Cap Magellan.

A vertente inclusiva esteve igualmente presente na logística e na gestão do espaço quotidiano durante os nove dias. A organização assegurou zonas de descompressão e disponibilizou um kit sensorial adaptado a participantes neurodivergentes, bem como uma postura aberta à diversidade de identidades dos jovens.

“Assistimos à criação de uma verdadeira comunidade em nove dias. Estivemos sempre a aprender a viver uns com os outros e esta semana resultou numa linda coisa”, destacou ao BOM DIA Lurdes Abreu.

cap magellan

Sobre o impacto do projeto, financiado pelo programa Erasmus+, a responsável deixou uma mensagem quanto ao papel ativo das novas gerações: “Espero que os jovens levem este encontro como uma memória positiva, que recuperem estas ferramentas e que façam a diferença nas suas comunidades. Só assim podemos construir uma Europa mais inclusiva”.

Encerrados os trabalhos na Covilhã, a Cap Magellan encontra-se já a preparar a próxima edição. O objetivo passa por realizar o evento em Évora, tendo como tema central a saúde mental e aproveitando o enquadramento do município enquanto Capital Europeia da Cultura.

TÓPICOS

Siga-nos e receba as notícias do BOM DIA