Construir em Portugal à distância? Arquiteta Ágata Terrão explica como
A arquiteta Ágata Terrão considera que os emigrantes portugueses precisam de mais apoio e orientação para concretizar investimentos e projetos em Portugal. Em entrevista ao BOM DIA, durante o fórum Portugal Nação Global, a responsável da VillArch Studio Arquitetura explicou que pretende assumir-se como uma ponte entre a diáspora e a realidade portuguesa.
“Sei que há um desejo muito grande dos portugueses que estão fora em investir ou até regressar cá a Portugal e encontram muita incerteza em como começar este processo”, afirmou.
A arquiteta acredita que a sua própria experiência internacional lhe permite compreender melhor os desafios enfrentados pelos emigrantes. Depois de estudar no Porto, passou por Veneza no âmbito do programa Erasmus, realizou o mestrado com um caso estudo em Angola e acabou por emigrar para aquele país. “Sei o que é ter que me adaptar a outras realidades, a lidar com as incertezas”, explicou.
“Posso ajudar os portugueses a transformar as suas ideias num projeto concreto, viável”, assegura. Segundo Ágata Terrão, uma das maiores dificuldades para quem está cá fora é a falta de acompanhamento próximo durante o desenvolvimento dos projetos em Portugal.
Para responder a essa necessidade, a arquiteta aposta numa rede de parceiros especializados em áreas como financiamento, crédito e gestão empresarial. “Essa segurança é o facto de eu dar a cara, de terem com quem falar e com quem lidar”, afirmou.

A responsável explicou ainda que o estúdio dispõe de um serviço direcionado para quem pretende investir ou construir em Portugal, mesmo à distância. Além da construção de novas habitações, Ágata Terrão falou sobre a importância da reabilitação e da sustentabilidade na arquitetura contemporânea. “Tenho um grande cuidado com a sustentabilidade”, assegurou, acrescentando que procura “antes de demolir, aproveitar o que existe ao máximo”.

O fórum Portugal Nação Global é um evento promovido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros em parceria com a secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, com a Fundação AEP, com o Banco Português de Fomento e com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
Veja, em baixo, a entrevista completa.