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Cap Magellan alerta condutores: “Não se pode baixar a guarda depois de passar a fronteira”

© Luís Vieira Cruz / BOM DIA

Cerca de uma centena de jovens lusodescendentes da associação Cap Magellan repartiram-se no sábado, 1 de agosto, entre as fronteiras portuguesas de Vilar Formoso, Chaves e Valença para dar voz à campanha Sécur’été (Verão Seguro, em tradução livre), iniciativa dirigida aos portugueses residentes em França, ou que atravessam este país, vindos essencialmente da Bélgica, do Luxemburgo, da Alemanha, da Suíça e da Holanda, que se deslocam de carro a Portugal durante as férias de verão.

São já 24 anos a promover a segurança e os bons hábitos junto dos automobilistas, quer junto às fronteiras portuguesas, quer nos principais pontos de passagem em França e Espanha, recordou ao BOM DIA a presidente da associação, Lurdes Abreu.

Uma das grandes preocupações manifestadas pela dirigente associativa, que naquele mesmo dia aguardava a chegada de milhares de compatriotas à Fronteira da Paz, em Vilar Formoso, é precisamente a altura em que os automobilistas, já depois de várias horas de viagem, entram em solo português.

Luís Vieira Cruz / BOM DIA

“Nós temos a tendência para passar ao modo automático nas viagens que conhecemos. Sabemos que há muitas pessoas que fazem este trajeto há anos e que sentem que, passando a fronteira, já estão em casa. Mas não se pode baixar a guarda, até porque os perigos continuam a existir e um segundo de distração pode provocar um acidente ou custar uma vida”, salientou Lurdes Abreu.

Para garantir que a viagem é feita com maior segurança, a Cap Magellan aconselha a preparar com antecedência a rota principal, rotas alternativas e locais para pernoitar ou simplesmente descansar.

Luís Vieira Cruz / BOM DIA

Este ano, o calor voltou a dificultar a viagem de quem preferiu regressar de carro, e este é um fator que aumenta o sensação de cansaço e sonolência ao volante.

Neste âmbito, a dirigente associativa recordou também os grandes incêndios que deflagraram na região de Bordéus, onde vivem ou por onde passam milhares de portugueses que vão de férias a Portugal.

Na sua perspetiva, “houve uma alteração no fluxo porque com o desvio que foi criado, certos emigrantes tomaram a decisão de adiar um bocadinho estas férias”.

Ainda assim, foram muitas as viaturas de matrícula francesa, belga, luxemburguesa, alemã, suíça ou espanhola que passaram pela Fronteira da Paz, um marco para muitos altamente significativo: “Eu tenho notado, ao longo dos anos, que apesar de termos a autoestrada aqui ao lado, temos ainda um núcleo de emigrantes que gosta desta tradição de parar em Vilar Formoso, tirar a fotografia em família, com bebés e crianças, passando esta tradição que tinham com os próprios pais”, assinalou.

Luís Vieira Cruz / BOM DIA

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