Arquiteta portuguesa distinguida com prémio na Noruega
Natural de Ponte de Lima, a arquiteta Joana Sá Lima, cofundadora do estúdio norueguês Comte Bureau, com sede em Oslo, faz parte da equipa distinguida, em janeiro, com o DOGA-Merket, um dos mais prestigiados prémios da Noruega que reconhece projetos de design e arquitetura geradores de valor social, ambiental e económico.
Neste galardão foi distinguido o projeto que visa “melhorar a alimentação e a relação das crianças com a comida nos jardins de infância”.
Segundo o estúdio Comte Bureau, este reconhecimento “dá visibilidade” ao seu trabalho, que atua sobretudo com o setor público norueguês, procurando ajudar a “responder a desafios sociais como o envelhecimento da população, a melhoria de serviços de saúde, o isolamento e a solidão ou o acesso a habitação a preços comportáveis”.


De acordo com o jornal O Minho, o Comte Bureau tem uma equipa multidisciplinar, juntando arquitetura, design e ciências sociais, e usando metodologias de inovação e design de serviços para “simplificar processos, apoiar decisões e reforçar a eficácia das respostas públicas”.
“Uma das frentes onde o estúdio tem vindo a atuar é a modernização do setor da construção e do ambiente construído, com foco em tornar as cidades mais resilientes, sustentáveis e humanas”, refere a nota enviada ao referido jornal.
O estúdio não olha apenas para os edifícios, incluindo o “ecossistema que os torna possíveis: legislação, licenciamento, colaboração entre entidades, desenho, materiais e impacto ambiental”.
O estúdio realça ainda a importância de envolver as populações e os utilizadores na criação das soluções, uma abordagem que a limiana Joana Sá Lima descreve como “human-centred architecture” e que desenvolve no seu livro “A Human Approach to Architecture”.