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Português que morreu em Londres tinha sido deportado por pedofilia

Marcos, 35 anos, o sem-abrigo português que morreu de frio quarta-feira de manhã na estação de metro de Westminster, em Londres, tinha sido expulso do Reino Unido em 2014, após cumprir prisão por abuso sexual de menor, afirma o jornal Correio da Manhã.

Deportado, foi institucionalizado em Lisboa mas fugiu para regressar ilegalmente a Londres, de onde foi expulso de novo em 2016.

Regressou logo a Inglaterra, de novo ilegalmente, e viveu os últimos anos na rua com problemas de “saúde mental, alcoolismo e automedicação”, segundo aquele jornal.

Marcos nasceu em Lisboa mas tem dupla nacionalidade, portuguesa e angolana. O consulado de Portugal em Londres – onde estava inscrito desde 2008 – ainda não conseguiu contactar familiares. A mãe já faleceu e o pai, angolano, encontra-se incontactável.

Marcos fez trabalhos ocasionais como “modelo, empregado de mesa e hospedeiro em eventos”, explicou Pam Orchard, da organização de apoio a sem-abrigo The Connection, que ajudava Marcos: dormiu num centro por dois meses, passando os 28 dias máximos.

“Iria para um novo abrigo mas foi nesse intervalo de tempo que o encontrámos morto em Westminster”, disse. Jamie Evans, que vivia com Marcos no metro, conta que o português “estava bem às 05h00”. Depois, às 07h00, “já não respondeu”. Morreu supostamente pelo frio (2 graus negativos), o que a autópsia poderá confirmar, ou não.