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Citroën C4 Cactus: aquele dos “airbumps”

O Citroën C4 Cactus foi um automóvel inovador no que toca ao aspeto. Apesar de contar com um design simples, tem elementos que “saltam à vista” e que agradam uma boa parte dos adeptos de crossovers.

Os airbumps estrearam-se no modelo C4 Cactus e estenderam-se agora também ao renovado Citroën C3. No Citroën C4 Cactus os airbumps são um elemento de design importantíssimo, já para não falar que protegem das mossas. Existem três cores à escolha que podem contrastar ou não com a cor da carroçaria. Por sua vez, a carroçaria conta com uma seleção de cores bastante animada que torna a conjugação do C4 Cactus num ponto a seu favor.

Não só os airbumps fazem do C4 Cactus um automóvel atraente. Nele encontramos plásticos de proteção por toda a carroçaria, uma assinatura luminosa em LED e umas jantes de 17 polegadas  bi-tom envolvidas em pneus 205/50R17. O estilo irreverente continua no design das barras longitudinais que mais parecem pequenas pranchas de surf e nos vidros traseiros escurecidos.

O interior é bastante minimalista, mas não é por isso que deixa de ser agradável. Todos os comandos são intuitivos e estão colocados de forma acessível. Encontramos no habitáculo materiais mais “rígidos” e vários elementos na consola central com menos qualidade, que mais tarde poderão ser fonte de alguns ruídos parasitas, contudo, a montagem parece cuidada. Nas portas encontramos poucos elementos e aplicações em couro, tecido e preto brilhante. Os assentos são em pele e tecido e oferecem excelente conforto.

Ainda no interior, o espaço é a palavra de ordem. Existem locais de arrumação por todo o lado: consola central, portas traseiras, portas dianteiras, tabliê e assentos. Viajamos à vontade nos lugares dianteiros e traseiros, a bagageira conta com 358 litros de capacidade.

O sistema de navegação e multimédia tem uma excelente imagem, é intuitivo e aparece num ecrã de 7 polegadas com apenas sete botões físicos. Estes botões permitem controlar a tranca das portas, desembaciamento do parabrisas e óculo traseiro, estacionamento semi-autónomo e controlo de estabilidade.

No ecrã táctil conseguimos gerir as rádios, as diferentes fontes de multimédia, os dados da viagem (consumos, distâncias, etc), a navegação, a climatização automática e o telefone. Claro que a estas funções principais conseguimos descobrir uma série de funções como alterar a imagem de fundo do ecrã, visualizar fotografias, aceder à informação da velocidade permitida, aos avisos de excesso de velocidade, exibição das fotografias dos contactos e ainda o modo Jukebox. O volante tem comandos que facilitam o aumento do som, a troca de musicas ou rádios. A câmara de ajuda ao estacionamento também aparece neste ecrã de 7 polegadas, assim como a utilização do estacionamento semi-autónomo.

O painel de instrumentos revela pouco mais do que a velocidade e os quilómetros. Um conta-rotações dá sempre algum jeito e quem adquire um C4 Cactus deverá prescindir desse “pormenor”.

É um gosto viajar num Citroën C4 Cactus: para além de ser um automóvel extremamente simpático no design exterior é também um verdadeiro “sofá de casa” no interior. Tanto para o condutor, como para os passageiros, o habitáculo reúne todas as condições para que nos sintamos em casa, principalmente se optarmos pelo tejadilho panorâmico que tem uma dimensão bastante generosa e torna o ambiente a bordo bastante agradável. Existem pormenores que nos levam para tempos já passados, como a abertura dos vidros traseiros em custódia.

O condutor pode contar com uma posição de condução agradável, um volante com uma boa pega e um comportamento que satisfaz. A direção é leve, a caixa é bem escalonada em prol dos consumos e tem uma utilização bastante macia, a suspensão é condescendente na passagem por piso irregular e buracos.

O motor 1.2 litros PureTech de 3 cilindros a gasolina conta com 110cv e 205Nm de binário. Foi eleito motor do ano em 2015 e os consumos mistos rondam os 6 litros a cada 100km. As prestações convencem, apesar do C4 Cactus não ser um automóvel de corridas. A rotação tem de subir para que notemos a cavalagem do motor. No entanto, é esta “gestão” que nos permite os baixos consumos que encontramos ao volante deste crossover francês.

O Citroën C4 Cactus 1.2 Puretech de 110cv acelera dos 0 aos 100km/h em 10,4 segundos antes de atingir uma velocidade máxima de 188km/h. O que chega e sobra num automóvel cujo objetivo é oferecer mais, com muito menos. Assume um preço espantoso, um nível de equipamento satisfatório e algumas características excecionais.

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