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A história do português nascido no Luxemburgo que visitou 107 países

Rui Daniel da Silva, nasceu a 1 de Dezembro de 1977, no Luxemburgo, mas é filho de pais portugueses.

Ainda adolescente foi viver para Portugal, onde tirou o seu curso e é professor de piano. No inicio da sua carreira dava aulas em Aveiro, actualmente vive em Leiria.

Visitou 107 países, e contou ao portal Sapo sua história e as suas aventuras.

Colaborador do BOM DIA, pode ler as crónicas de Rui Daniel Silva regularmente clicando aqui.

ENTREVISTA

– Porquê que diz que as pessoas o acham ‘’um bocado cromo?

– Provavelmente por andar sempre na palhaçada e levar a vida a rir. O incongruente atrai-me imenso e sempre tentei fazer o que me vai na alma, sem me preocupar com o que as pessoas dizem. A verdade é que a maioria das pessoas vivem muito das aparências e ligam muito à opinião dos outros. Por vezes até gostariam de fazer algo diferente ou absurdo, mas não o fazem com medo de serem julgados. Como não ligo nada a isso e tento gozar a vida ao máximo, por vezes chamam-me de cromo.

– Qual foi a sua primeira viagem?

– Aos 16 anos viajei com os meus pais até à Áustria, mas a minha primeira viagem com mochila às costas, foi à Escandinávia.

– Como surgiu esta serie de 107 países? Como é que foi feita a escolha?

– A escolha é aleatória. Vou pesquisando com bastante tempo de antecedência até encontrar voos baratos. O acumular de países nunca foi uma prioridade ou fanatismo. Alguns países visitei mais do que uma vez. Este número foi surgindo com alguma naturalidade.

– Foi sozinho?

– Uma grande parte das viagens que realizei foi com amigos, especialmente com a Patrícia. Quando viajava sozinho, tentava escolher destinos menos óbvios ou pouco turísticos, como o Paquistão ou o Iraque.

– Qual foi o país que mais gostou?

– É difícil escolher apenas um. Com o tempo e com a idade, sinto que as viagens têm rugas. No início queria conhecer as sete maravilhas do mundo. Com o passar do tempo, e depois de visitar alguns países menos turísticos, apaixonei-me pela pureza e ingenuidade dos nativos.

Neste momento acabo por procurar mais as experiências e o contacto com os autóctones, do que a venustidade de lugares magníficos.

Tenho uma paixão tremenda pelo Bangladesh, que simplesmente não consigo explicar. Mas se tivesse de nomear apenas um, diria Portugal.

– Qual foi o que menos gostou?

– Não posso dizer que não tenha gostado de algum país em concreto.

Acho que cada destino tem o seu lado encantador, nem que seja no lugar mais recôndito.

– Qual foi o maior desafio?

– O maior desafio foi a viagem desde o Senegal à Guiné-Bissau de bicicleta. Outro desafio que me marcou imenso e onde tive de colocar o medo de lado para realizar um sonho, foi o de nadar com tubarões e tubarões baleia no México.

– Qual foi o país mais acolhedor?

– De todos os que visitei até ao momento, o Irão foi sem dúvida o país mais acolhedor. Não posso deixar de referir a hospitalidade do povo da Guiné-Bissau, que foi o único país, onde nunca paguei dormida.

– Onde passou fome?

– Passei fome no Senegal, sobretudo nos primeiros dias. Por vezes pedalávamos horas a fio sem encontrar uma única barraca com mantimentos ou água à venda.

LEIA O RESTO DA ENTREVISTA AQUI.

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