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Poesia com rosto

A poesia nasceu num berço dourado
Foi embalada até chegar à adolescência
Tem corpo de palavras perfumado
Agora já madura conserva sua inocência.

Não possui passaporte e nem tem fronteiras
Percorre o mundo em todos quadrantes
Nunca adormeceu e não tem olheiras
Sua juventude é perpétua hoje como antes.

Sua voz melodiosa ressoa num céu sem fundo
Lá longe longe longe, na terra, mar e maresia
Percorre todo o Universo mais profundo
Dialogando com o poeta anda cheia de alegria.

Sua boca sorridente expressa muitas eras
Seu cabelo longo cresceu até aos pés
Sua mantilha brilha como múltiplas primaveras
Sua cama de bruma tem aroma de aloés.

Quando contemplamos seu lindo rosto
Notamos que seu rosto é sorridente
Seu mês preferido é o meu de Agosto
Fala com todos, e é declamada por muita gente.

O rosto da poesia é sua pura identidade
É realmente imaginativa e sem fronteiras
Não tendo passaporte tão pouco tem idade
Porém tem rosto e boas maneiras!

JOSÉ VALGODE

 

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.