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Paul Selva, o lusodescendente que disse “não” a Trump

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Sob a proposta de um desfile militar num 4 de julho, um general lusodescendente foi categórico a Trump. “Os desfiles serviam para mostrar às pessoas que tinham armas. Neste país, não fazemos isso”.

A história começa no dia 14 de julho de 2017, quando Trump foi convidado por Macron para assistir ao desfile militar do Dia da Bastilha. Depois de ver o desfile, comunicou a alguns elementos da corporativa norte-americana que, no ano seguinte, seriam eles.

Os generais não corresponderam ao pedido do presidente americano, referindo que preferiam “engolir ácido”, como retrata o Expresso. De entre as pessoas de altas patentes que se opuseram esteve o secretário de Defesa à data, James Mattis; o novo chefe de gabinete de Trump à data, John Kelly; e um lusodescendente.

Paul Selva cresceu nos Açores. O pai esteve colocado na Base das Lajes, na ilha Terceira, e seguiu pelo mesmo caminho nas Forças Armadas. É general da Força Aérea e vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos, como refere o mesmo meio de comunicação social.

“Portugal era uma ditadura e os desfiles serviam para mostrar às pessoas que tinham armas”, refere o general lusodescendente. Para Paul Selva, uma parada militar “é o que os ditadores fazem”.

Noutro caso relatado na mesma publicação, revela-se que Trump gritou aos generais “Seus malditos generais, por que não são como os (generais) alemães?”, referindo-se aos generais nazis, que tinha como militares leais a Hitler. John Kelly perguntou se se referia aos que tentaram matar Hitler três vezes e quase conseguiram. Ao que parece, Trump não sabia disso.

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