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Montenegro apoia continuidade de Costa no Conselho Europeu

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O primeiro-ministro manifestou esta terça-feira apoio à continuação de António Costa como presidente do Conselho Europeu, considerando que é a solução que garante “mais estabilidade e maior capacidade operacional” à União Europeia.

“Já fomos muito claros a afirmar que quer a presidência do Parlamento Europeu, através da presidente Roberta Metsola, quer a presidência do Conselho Europeu, através da presidência de António Costa, são o caminho que garante mais estabilidade e maior capacidade operacional das instituições europeias para poderem cooperar entre os Estados-membros e entre si”, afirmou Luís Montenegro.

O primeiro-ministro considerou que essa estabilidade e capacidade operacional são importantes para garantir que a UE consegue ser “mais eficiente e eficaz a concluir e executar muitas das decisões que vão sendo tomadas em cada um dos órgãos respetivos”.

Por sua vez, a presidente do PE, questionada se considera que, em nome da estabilidade, se deve manter por mais dois anos e meio a atual liderança das instituições europeias, respondeu que a decisão só precisa de ser tomada em janeiro.

“Há ainda muitas coisas que precisam de ser feitas. Encaro o meu trabalho com responsabilidade, todos os dias. Só posso dizer que, quanto mais nos aproximamos das eleições, maior é o ruído. Mas posso dizer-vos que apreciamos muito o António e creio que está a fazer um excelente trabalho no Conselho Europeu”, afirmou.

Metsola e Montenegro fizeram estas declarações no dia em que o ‘site’ de notícias Politico noticiou que altos quadros do grupo europeu dos Socialistas e Democratas (S&D) estão a ponderar passar para a oposição, caso o atual presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, não ganhe as próximas eleições legislativas espanholas, em 29 de novembro.

Se isso vier a acontecer, a proposta do PPE para renovar o atual quadro institucional – que garante que a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu são liderados por personalidades do Partido Popular Europeu (PPE) e o Conselho Europeu por uma figura do S&D – poderia vir a ser posto em causa.

Segundo o Politico, o raciocínio desses responsáveis é que Pedro Sánchez, enquanto único líder socialista de um país chave da UE, conseguia servir de “contrapeso” a medidas tomadas no Conselho Europeu, dominado por líderes que pertencem ao PPE.

“Se o que sair da mesa dos líderes, e as orientações que derem à Comissão, se tornarem mais conservadoras, será menos apelativo para os progressistas sentirem que fazem parte dessa maioria governativa”, advertiu um dos membros do S&D citados na notícia do Politico.

António Costa foi eleito em junho de 2024 para um mandato de dois anos e meio à frente do Conselho Europeu, sujeito a renovação.

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