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Liga Europa: Porto surpreendido na Holanda

O FC Porto foi surpreendido pelos holandeses do Feyenoord, na segunda jornada da Liga Europa, perdendo por dois golos sem resposta na ‘banheira de Roterdão’, palco onde não conseguiu confirmar o seu favoritismo.

O desacerto na hora de rematar à baliza, com alguma falta de sorte – os ‘dragões’ enviaram três bolas aos ferros -, e desconcentrações defensivas ditaram a inesperada derrota do FC Porto, que passa a somar tantos pontos (três) quanto todas as restantes equipas do grupo G, depois de ter batido em ‘casa’ o Young Boys por 2-1 na ronda inaugural.

Na conferência de imprensa de antevisão da partida, o treinador do FC Porto assumiu o favoritismo dos ‘dragões’, mas apenas “em termos teóricos”, sublinhando que “dentro das quatro linhas é outra coisa”, e há que “correr” para o provar. E hoje, no ambiente sempre escaldante do estádio De Kuip, o Feyenoord, ‘embalado’ pelo seu público e pela desorientação portista, correu para um triunfo improvável que ‘baralha’ por completo as contas do grupo.

O FC Porto até entrou bem na partida, e o japonês Nakajima desperdiçou a primeira grande oportunidade logo aos oito minutos de jogo, ao rematar por cima da barra apenas com o guarda-redes pela frente, depois de isolado por Alex Telles num livre estudado.

O Feyenoord ameaçou pela primeira vez a baliza portista aos 24 minutos, num remate de longa distância do lateral Haps, num lance que ‘despertou’ o estádio De Kuip, praticamente lotado. O público e a equipa galvanizaram-se e no minuto seguinte Marcano evitou que Berghuis atirasse à baliza em excelente posição. Aos 27 novo remate, de Larsson.

A equipa de Sérgio Conceição só voltou a criar perigo aos 37 minutos, num cabeceamento de Pepe após um pontapé de canto, com Vermeer a negar o golo ao central.

Antes do intervalo, Marcano, hoje com uma exibição pouco acertada, quase marcava na própria baliza, ao tentar intercetar um cruzamento de Karsdorp.

A segunda parte começou praticamente com o primeiro golo do Feyenoord, aos 49 minutos. Depois de uma primeira defesa de Marchesin a remate do sueco, a bola voltou a este, que cruzou para o remate de primeira de Toornstra, sem hipóteses para o guarda-redes argentino.

E seria Marchesin, cinco minutos depois, a impedir que os holandeses chegassem ao 2-0, com uma dupla defesa, primeiro a um remate de Berghuis e, sobretudo, com uma intervenção espetacular à recarga de Toornstra.

Aos 61 minutos, na sequência de mais um livre ‘de laboratório’ que voltou a apanhar a defesa holandesa desprevenida, mas Otávio, só com o guarda-redes pela frente, atirou à barra.

O jogo estava nesta altura completamente aberto, e o Feyenoord respondeu logo a seguir também com um remate à barra, num ‘disparo’ de fora da área de Berghuis, e aos 65 minutos Larsson esteve uma vez mais muito perto de ampliar a vantagem para os holandeses, mas, diante de Marchesín, rematou à malha lateral.

Com as oportunidades a sucederem-se, para os dois lados, a um ritmo frenético, aos 68 minutos foi a vez de Marega falhar de forma incrível o golo, ao rematar por cima da barra após passe de Soares, quando estava sozinho à frente da baliza.

Aos 74 minutos, o ferro da baliza de Vermeer voltou a impedir o golo do FC Porto, com Luís Díaz, que entrara para o lugar de Nakajima, a rematar com força à barra após uma excelente combinação ofensiva dos ‘azuis e brancos’, hoje a jogar de amarelo em Roterdão.

Pouco depois, aos 80 minutos, Karsdorp foi correndo em direção à área, perante a estranha passividade dos jogadores portistas, entrou com todo o ‘à-vontade’ e, diante de Marchesín, atirou para o fundo da baliza e ‘sentenciou’ a partida.

O jogo não acabaria, no entanto, sem nova bola aos ‘ferros’ da baliza do Feyenoord, desta vez por Soares, que começou por cabecear para a defesa de Vermeer, tendo na recarga rematado ao poste, já à entrada para o período de compensações.

Ao fim de duas jornadas, o FC Porto encontra-se então em igualdade pontual com todos os seus adversários no Grupo D, restando-lhe quatro partidas para provar em campo o favoritismo que lhe é unanimemente atribuído e assumido.