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Caso Ana Lopes: defesa de Marco Silva pede ao juiz que não simplifique

O Ministério Público luxemburguês requereu a manutenção da prisão perpétua para Marco, já exigida em primeira instância. O ex-namorado e filho de uma criança com Ana Lopes recorreu da sentença e conhecerá o veredicto dia 11 de janeiro.

Os advogados de Marco Silva exigiram novamente a absolvição do cliente esta sexta-feira, último dia do julgamento do recurso do homicídio de Ana Lopes. Os causídicos voltaram à carga alegando que as provas são insuficientes para mandar o seu cliente para trás das grades. Consideram que as autoridades colocaram a família do arguido e o próprio no centro da investigação, o que terá conduzido, alegam, “a muitas conclusões baseadas em falsas suposições”.

O advogado de Marco da Silva, voltou a mencionar um rolo de autocolante encontrado não muito longe do carro carbonizado e do cadáver de Ana Lopes. Esta prova continha manchas de sangue da vítima e vestígios de ADN. Segundo a investigação, os vestígios pertencem a um familiar do arguido, mas a defesa lamenta a falta de informação sobre a sua chegada ao local da tragédia.

Segundo o advogado, não houve estudos suficientes sobre a transferência de vestígios de DNA ou um possível erro na sua análise. Em seguida, pediu ao juiz “que não caia na tentação da simplificação, e que adopte um raciocínio digno desse nome”.

No final da sessão, Marco da Silva também falou. “tenho a acusação e a polícia contra mim, mesmo sendo inocente”. A juíza respondeu então que sabia que “na sua relação do casal estava tudo a correr bem nos primeiros dois meses e que Marco depois passou a mostrar o seu rosto oculto”.

Recorde a entrevista de Marco da Silva ao BOM DIA, em 2017, pouco antes de ter sido detido pela polícia luxemburguesa: