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A discórdia

Todos os dias acontece o nascer do Sol, por vezes tímido, outras vezes brilhante, dando luz para que o novo dia comece. Todos esses mesmo dias ocorre o pôr do Sol, grandioso, raramente tímido, dando lugar à noite e ao descanso.

Os dois nunca se cruzam, mas sabem da existência um do outro. Talvez por nunca se encontrarem, começaram uma grande disputa: Qual dos dois seria o mais belo e importante?

– Sou eu, claro! – afirmava o nascer do Sol, numa manhã onde as nuvens lhe faziam companhia. – Podem dizer-lhe que não vale a pena competir comigo. Eu começo o dia e trago alegria a todos.

– Não, eu é que sou! – contradizia o pôr, quando as nuvens lhe contavam o que se tinha sucedido horas antes. – Não há ninguém que não queira ver um belo pôr do Sol! Ele que se contente com o facto de terminar com a noite. Ora, ora, que atrevimento competir comigo!

Como não chegavam a nenhum consenso e, estando as nuvens cansadas de os ouvir todos os dias, decidiram realizar uma votação. Para tal, pediram à Lua que organizasse tudo o que fosse necessário para tal.

Numa noite de Lua Cheia, os Seres Humanos foram votar, embora não compreendessem o porquê daquela discórdia. Acabados de contar os votos, o resultado foi unânime. Os dois estavam empatados em termos de beleza.

A muito custo, o nascer aceitou o resultado da votação, enquanto que o pôr ficou desconfiado dessa igualdade.

-Não havia nada a fazer. – disse a Lua. – Ambos são belos e essenciais. Deixem-se de coisas!

Os dois nunca mais falaram sobre beleza e as nuvens ficaram gratas por não ter de ouvir tais disparates.

Belos e essenciais. Isso mesmo.

A maravilhoso prazer de os disfrutar e tirar proveito deles, todos os dias.

Pois já lá diz o ditado … “O Sol quando nasce é para todos” mas “ O Sol todo o dia se põe, mas todo dia nasce”!

 

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