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Um vírus indescartável

De viés já me tenho referido ao novo Coronavírus, agora ainda mais novo: Covid – 19.

Quando a sociedade tem assim uns picos que redundam em fecundidade noutros confrades, eu mais ínvio foco-me noutros assuntos. Digamos que é para não sobrecarregar o leitor e simulâneamente disponibilizar-lhe alternativas.

Mas o Covid – 19 está a bulir com o mundo. Com o mundo literalmente. Não poderei ignorá-lo pois impõe sérias reflexões. Desde logo porque nesta pandemia se começa a “escrever” um dos mais trágicos acontecimentos não apenas de Portugal, da Venezuela ou de que latitude seja, no mundo.

É de quase todos. De tal modo que se Portugal precisasse de ajuda – e precisamos ajudas externas, não nos podem ajudar porque também padecem da mesma sorte.

Nunca vivemos tamanha pandemia com tamanha dimensão. As gerações imediatas e imediatamente futuras vão contar esta história, tal como nós contamos outros acontecimentos igualmente nefandos.

Quase nunca pensei por completo que fossemos viver estes acontecimentos.

Houve muitos anos que eu dizia que por culpa do Homem, o mundo haveria de se fazer pagar pelas tropelias que lhe infligimos permanentemente. Que dentro de poucas décadas, dizia eu. Mais recentemente já eu dizia que dentre unidades, iríamos sofrer consequências aborrecidas. Mas já, já não.

Há muita informação – muitos palpites, muitos estudos, muitos planos. As redes sociais estão à beça com potenciais jornalistas e comunicadores. Enquanto esperamos infrutíferamente o remédio letal – não pensava que fosse assim tão rapidamente. Vê-se que o nojento bicharoco é mau porque todo o mundo, simultaneamente, busca infrutíferamente a letalidade e ele teima.

Tudo enquanto se vão sucedendo milhares de mortes pelo mundo, sucedendo a cada morte – impotentes. Exauridas as criaturas mais as diversas estruturas de Saúde, mas bravos.

A minha preocupação, o que temo já não é tanto por mim – mas para evitar contaminar os outros. – Vincadamente cumpro o protocolo porque me preocupa o futuro dos bebés, das criancinhas – aqui invoco a Ana Frederica, com os seus 28 mesinhos, meramente como exemplo, porque temo pelo futuro dela, que espero imenso dela, assim como das outras criaturas, preocupa-me a malta jovem – aqueles que estão a vivenciar, e aqueles que nos séculos sem fim acessam a história do mundo.

– Assim, olhando num relance, vemos tudo o que faz a história e o que vai ficar nos anais da memória. Um futuro sem estabilidade, a economia… Supondo que num instante chegamos ao antídoto para arrumar com o vírus. Jamais o mundo será o mesmo mundo.

Muito me preocupam as criancinhas de hoje que nem às aulas assistem. Preocupa-me o futebol em Banho-Maria. Simplesmente ópio do povo mas enquanto interesse de massas. Esta falta deste desporto que ambiente carreará em casa de cada um! Isto é trágico. Num tempo em que se nos pede para estarmos em casa, mas sem opções para ocupar o tempo e não cabe este desporto de massas que aqui não venho qualificar ou desqualificar. Eu venho dizer um entretenimento fundamental e que a muitos colhe.

Num tempo em que já se nos pedia para não usarmos copos de plásticos nem lenços de papel…

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico).

 

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