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Taça de Portugal: Sporting bate Belenenses

O Sporting venceu esta sexta-feira o Belenenses, por 4-0, e consumou o seu apuramento para a quarta eliminatória da Taça de Portugal de futebol, num reencontro com um aroma de história no Estádio do Restelo, em Lisboa.

Com muito público nas bancadas e ainda bastantes adeptos a conviverem no exterior do estádio ou a procurarem entrar e chegar ao seu lugar, Tiago Tomás não perdeu tempo e inaugurou o marcador logo aos dois minutos para o Sporting. O arranque perfeito da equipa de Rúben Amorim foi sublinhado pelo desvio certeiro do avançado a um cruzamento do lado esquerdo por Rúben Vinagre, ao qual Jovane Cabral não chegou para encostar.

Se as diferenças entre o campeão nacional e o conjunto atualmente a militar no Campeonato Portugal não eram já evidentes antes do apito inicial, foram amplamente expressas num início de jogo muito compenetrado, assertivo e dominante dos ‘leões’, indisponíveis desde o primeiro minuto para serem o primeiro ‘gigante’ a tombar na Taça.

Os lances de perigo junto da baliza dos azuis do Restelo foram uma constante na primeira parte, com Marcelo a negar o golo a Jovane, aos 12, e Feddal a ameaçar marcar, aos 24, num remate dentro da área que saiu por cima.

Foram os dois sinais mais perigosos de um período em que o Sporting esteve sempre instalado no meio-campo do Belenenses, que tentava jogar subido no terreno e reduzir espaços, mas sujeitando-se a traiçoeiras bolas atrás da linha defensiva.

Seria preciso esperar até perto da meia hora da partida para a equipa de Nuno Oliveira conseguir realizar o seu primeiro remate à baliza de João Virgínia (que ocupou o lugar habitualmente detido por Adán), com Zé Pedro a atirar com força, mas a bola a passar bastante acima da trave. Até ao intervalo, Marcelo voltou a brilhar, ao travar os remates com selo de golo de Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Gonçalo Inácio, segurando a margem mínima por mais algum tempo.

No segundo tempo, o Belenenses entrou um pouco mais inspirado e conseguiu algumas vezes enganar a marcação da defesa leonina através de transições rápidas em busca do espaço atrás da retaguarda leonina, em que Clé mostrou o seu atrevimento. Contudo, e apesar de toda a atitude dos jogadores ‘azuis’, foi um ‘fogacho’ entre o domínio sportinguista, que não demoraria a ganhar contornos de goleada, apenas ‘manchada’ pela lesão de Pedro Porro.

Já depois das primeiras trocas, num dia em que Rúben Amorim apostou em muita juventude, seria Tiago Tomás a repetir a dose e fazer o 2-0 aos 68, com um desvio de cabeça na sequência de um pontapé de canto. O jovem avançado aproveitou da melhor forma a oportunidade no lugar que tem sido normalmente ocupado por Paulinho e mostrou créditos para ter mais tempo na I Liga e na Liga dos Campeões.

Quebrada a resistência e as (poucas) dúvidas que ainda subsistissem sobre o destino da eliminatória, o Sporting acelerou um pouco o ritmo e a pressão traduziu-se em duas grandes penalidades no espaço de poucos minutos. Jovane Cabral, aos 77, e Nuno Santos, aos 80, converteram com sucesso e elevaram o resultado para 4-0, num momento em que o Belenenses acabou reduzido a 10 jogadores com a expulsão de André Frias.

O relógio correu sem mais surpresas até ao apito final do árbitro Gustavo Correia, sentenciando uma noite de grande ambiente no Estádio do Restelo, a fazer recordar outros tempos. O Belenenses despediu-se com honra, mas sem glória da Taça, enquanto o Sporting seguiu confortavelmente para a quarta ronda da competição.