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Supermercados Jerónimo Martins na Polónia investigados

O regulador polaco UOKik anunciou que está a investigar preços da Biedronka, cadeia de supermercados da Jerónimo Martins na Polónia, por alegadamente existirem produtos que são mais caros na caixa do que nas prateleiras.

“Mais caros na caixa do que o indicado no preço colocado junto dos produtos e falta de informação sobre o preço junto do produto na prateleira” são as alegações referidas pelo regulador da concorrência e da defesa do consumidor relativamente à Jerónimo Martins Polska, que detém a cadeia de retalho Biedronka, que constam no ‘site’ da UOKiK. A multa pode ascender até 10% do volume de negócios.

“Tivemos muitos sinais de todo o país sobre irregularidades no fornecimento de preços nas cadeia de lojas Biedronka. Foram relatados pelos consumidores e pelas inspeções”, refere o presidente da UOKiK Marek Niechchial, citado na informação disponível no ‘site’.

“Não pode acontecer que o cliente veja um preço atrativo no produto e, depois de ver o recibo, verificar que pagou mais. Essa pode ser uma prática injusta”, acrescentou.

Na informação divulgada, a UOKiK dá exemplos das queixas recebidas relativamente ao preço dos produtos: ‘ketchup’ que custava 2,79 zloty depois do desconto registou um preço na caixa, na altura do pagamento, de 3,49.

Outro dos exemplos é o relativo a um quilograma de tomates, que custou 3,99 zloty, quando na prateleira estava indicado por 1,85.

Desde 1 de janeiro até 30 de setembro deste ano, a inspeção comercial recebeu mais de 230 queixas sobre incorreções nos preços da cadeia Biedronka, na sua maioria sobre diferenças entre o valor inscrito nas prateleiras e o montante a pagar na caixa e a falta de informação sobre preços junto aos produtos, refere o regulador.

Os inspetores “também confirmaram” esta situação aquando das inspeções.

“Por exemplo, em nove meses, detetaram que em 123 casos os preços estavam em falta na Biedronka, e que em 25 dos casos havia diferenças” entre o preço inscrito na prateleira e o indicado no pagamento, acrescentou.

Em setembro, a Jerónimo Martins confirmou que tinha sido alvo da abertura de um processo pelo mesmo regulador na Polónia por suspeitas de práticas comerciais ilegais na relação com fornecedores de fruta e vegetais.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), em 25 de setembro, o grupo liderado por Pedro Soares dos Santos garantiu que iria “responder e esclarecer qualquer questão no prazo devido”.

“Não obstante, estamos convictos de que, nas relações que mantemos com os nossos fornecedores (comummente de longo prazo), cumprimos a lei e seguimos as boas práticas em vigor no mercado”, referiu na altura a Jerónimo Martins.

 

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