De que está à procura ?

Portugal

Sistema de controlo de fronteiras coloca à prova paciência de passageiros e polícias

© DR

O novo sistema de controlo de fronteiras continua a causar constrangimentos nos aeroportos portugueses, com atrasos consideráveis e longas filas. Isto acontece precisamente numa altura em que o aumento das temperaturas já atrai milhares de turistas e se aproximam os tradicionais picos de tráfego do verão.

Embora tenha havido alguma melhoria nos últimos dias, esta terça-feira registaram-se esperas de cerca de uma hora nos postos de controlo documental do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa (mesmo num dia com poucos voos oriundos de fora do espaço Schengen). No aeroporto de Faro, que recebe diariamente um elevado número de passageiros vindos do Reino Unido, a situação não foi diferente. Para muitos, o que deveria ser o início relaxante de umas férias acabou por se tornar num processo cansativo e frustrante.

De acordo com o Jornal de Notícias, registaram-se filas maiores nos postos destinados a cidadãos de fora da União Europeia. Além disso nem todos os quiosques ‘rapid’ estavam a funcionar e para passageiros nacionais a entrada foi bastante mais rápida.

Recorde-se que foi há uma semana que encontrou em funcionamento o novo sistema, o que significa que, na entrada de passageiros passa a ser obrigatória a recolha de dados biométricos (imagem facial e a impressão digital). Além disso o controlo de vistos, bem como do histórico de movimentos dos cidadãos provenientes de países fora dos espaço Schengen, é mais rigoroso. 

O objetivo é tornar o processo mais eficiente, porém a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) tem vindo a denunciaras dificuldades que esta mudança tem evidenciado e voltou a denunciar a falta de recursos humanos e técnicos, alertando para o impacto na Unidade de Serviços de Estrangeiros.

Num ofício dirigido à Direção Nacional da PSP e com conhecimento da ministra da Administração Interna, a estrutura sindical alerta para uma “situação limite”, marcada pelo desgaste extremo dos agentes, muitos dos quais já apresentam sinais de exaustão e burnout, consequência do corte nas folgas e do acumular excessivo de horas extra.




TÓPICOS

Siga-nos e receba as notícias do BOM DIA