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Ser presidente de todas as cervejas é ser presidente de todos os portugais

Sua excelência o senhor Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, não pode deixar nada, rigorosamente nada para ser igualzinho a si. Nem sempre por muitos apreciado. Nem tem, nem deve ser apreciado por quem veja a sua acção sem paixão, com toda a distância com que estas coisas devem ser vistas, – lidas.

Sua excelência o senhor Presidente da República, já eu o disse, tem solfado o seu mandato numa direcção semipresidencialista ou mesmo presidencialista. Por si ele já o teria feito há muito tempo e gostaria de ser ele o actor principal. Até porque nunca conseguiu ser Primeiro Ministro, nem sequer Presidente de Câmara de Lisboa, tampouco de Celorico de Basto, ainda que haja sido Presidente da Assembleia Municipal da terra a que não tem tanta proximidade. Fê-lo para ser mais uma originalidadezinha de que tanto gosta, para o bem e para o mal.

Ele é ter sido porta-voz do Governo, ele é ter anunciado posições – tomando mesmo compromissos que a ele não caberiam e nesse sentido terá influenciado, ou mesmo condicionado, a sua implementação por parte do Governo.

Ele é irritar o seu Partido e os mais sequazes, os seus indefectíveis; ele é toda uma tomada de atitudes para quem, por exemplo, o via, antes como jornalista, depois como comentador televisivo durante muitos anos, sem a imparcialidade que muitos cuidavam que tinha. Mais não fosse, seria ou era o influenciador de quem não consegue pensar por si, ou ver, realmente, o procedimento desapaixonadamente, e não necessariamente por ser agradável, aqui, ou ali, nesta ou naquela posição, e agora, como Presidente da República – que é um procedimento que, mesmo e sobretudo, depois do deu reinado, vai ser motivo recorrente, de estudado, sem que chegue a ser um caso de estudo – mas, reitero, de influenciador – não tanto quanto a designada geringonça.

Agora, e para continuar a irritar os seus sequazes da política, ele vem somar mais uma coisinha, ao abaçanar da legislatura. Vem dizer, sem peias, que “vai ter saudades – se calhar já está a sentir –  de toda a actual composição da Assembleia da República”.

Chamar, dizer, eu, o que é isto! Eu não sei. Alguém sabe!?

Podem explicar-me.

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico)