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Réquiem por Hermínio dos Santos Martins

Veio de verde, de mansinho, elegante, desportista.
Veio da planície, do Alentejo, passando pela capital.
Veio naturalmente, voluntariamente, decididamente… o livro
“Elvas de Passagem”, editado em 1987

O seu autor é Hermínio dos Santos Martins. Aqui, eis, também o poeta. O publicista. Além do licenciado em Farmácia, o professor, o desportista. O impulsionador. A ordem de grandeza não é necessáriamente esta. Mas onde foi farmacêutico, em Felgueiras, inovou ao seu tempo.
No Pop Cross 2CV, nos demais automóveis. No Snack-Bar Staminé. Direi até que na farmácia homónima.

Genuíno. Puro, congulês, o soutor Hermínio, de enorme crânio, enorme sensibilidade, não terá ganho muito por ter passado por Felgueiras. Mas Felgueiras ganhou, sem margem para uma duvidinha, com a sua passagem por cá. E deixou amigos. Admiradores. Gente que bem lhe quis e quer e quererá sempre. Um deles sou eu. Fui seu aluno. E não dispenso o felgueirismo que Hermínio dos Santos Martins – para mim o soutor Hermínio – colheu por cá e por cá ter passado.

A memória que foi, é e será, para mim, o soutor Hermínio, é já saudade. Também é saudade. Mas é sobretudo orgulho. O soutor Hermínio deixou dito que este livro, este exemplar, seria para mim.

Ei-lo que chegou…

Veio de verde, de mansinho, elegante, desportista.
Veio da planície, do Alentejo, passando pela capital.
Veio naturalmente, voluntariamente, decididamente… o livro.

Mário Adão Magalhães, 016/02/16 20,19 h.