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Racismo: um cancro mundial

Como se manifesta? Dizendo por exemplo:

Este jogador é branco

Este jogador é negro

Este presidente é branco

Este presidente é negro

Procura-se noiva de casta branca.

Uma pessoa preconceituosa, não é necessariamente hostil. Nem é, necessariamente, alguém que o expressa verbalmente, mas que no íntimo sente repulsa diante da ideia de ter pessoas de outra raça como amigos, ou vizinhos.

O indivíduo preconceituoso, pode revelar de forma muito subtil, sentimentos persistentes de superioridade. Talvez prove a paciência deles por tecer comentários de mau gosto, e com piadas e conotações raciais.

Ou, em vez de tratá-los como iguais, talvez assuma um ar de condescendência, agindo como se, por fazer deles seus amigos, estivesse fazendo-lhes um favor. Outra forma de alguém demonstrar preconceito é exigir de certas pessoas um padrão mais elevado de consecução, embora lhes preste menor reconhecimento.

E, se tais pessoas falham, talvez esteja inclinado a atribuir a falha a motivos raciais. Ou talvez condene, em certa raça, uma conduta que tolera na sua própria raça. Todavia, tal pessoa ficaria tremendamente ressentida diante de qualquer sugestão de que “ela” tem preconceito, tão completo é o engano de si mesma.

Quando na vida se adquire o preconceito?

O psicólogo Gordon Alport observou a tendência da mente humana de “pensar com o auxílio de categorias”. Isto se evidencia até nas criancinhas. Elas cedo aprendem a diferenciar os homens das mulheres, os cães dos gatos, as árvores das flores, e até o branco do preto.

Mas, será que simplesmente observar tais diferenças torna preconcebidas as crianças? Não necessariamente. Mas elas ouvem e observam muito bem, aquilo que os adultos dizem. Poucos pais infelizmente mandam os seus filhos brincar com crianças de outras raças.

Todavia, se a criança nota que seus pais têm prevenção para com alguém de outra raça, ou não se sentem à vontade com ele, a criança poderia similarmente assumir tais atitudes negativas. Depois existem também as diferenças culturais, a influência doutros coleguinhas e dos veículos informativos, e ainda outros factores, que podem todos juntos combinar-se para reforçar tal preconceito.

Notamos pois, resumidamente, como o preconceito se manifesta, ainda que subtilmente,  e quão cedo na vida se pode adquirir este cancro mundial.

A pergunta que surge a cada um de nós é: manifesto eu tais atitudes aqui descritas? Será que posso melhorar neste campo? Tenho eu contribuído por palavras e acções, para que a minha família demonstre atitudes preconceituosas?

Se por acaso se enquadrar, numa única descrição aqui mencionada, procure melhorar, deste modo está contribuindo para remover este cancro mundial, a saber, o preconceito.

José  Valgode