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Que calor estranho que está em Moledo

Saí de casa para ir à praia como faço habitualmente. E no caminho contei, pelo menos, 5 caixotes do lixo e 2 conjuntos de ecopontos – exato, há local para depositar aquilo que não pretendemos levar para casa.

E eu, muito honestamente, adoro receber pessoas. Adoro ver as minhas ruas cheias de gente, adoro conhecer pessoas novas, encher-me de memórias de verão – até porque quem é de Moledo e do mar, bem sabe que o que por cá se passa na areia, se eterniza no coração.

Mas não gosto disto.

Não gosto de lixo. Não gosto de pessoas sujas, pouco cívicas. Não gosto desta geração do “tanto me faz”.

Vejo movimentos incríveis, participo neles, advogo pelo meu futuro, pelo futuro dos meus, pelo Vosso futuro. E tenho de passear e ver isto. Tenho de sair de casa – da minha casa – e perceber que os convidados reconhecem tão mal os seus anfitriões.

E não vos peço para irem embora – não. Peço-vos que saibam ser. Que saibam ser em comunidade. Que saibam viver em sociedade. Porque viver até ao limite não é isto meus queridos. Não é bater palmas ao Avicii e atirar a beata para o chão.

Viver no limite é reconhecer que esta cápsula na qual coexistimos é realmente de todos e para todos. E não é por falta de informação. Porque se eu tenho acesso à mesma vocês também têm de ter.

E se não quiserem perceber isto, é muito simples: não venham.

E já agora: que calor estranho que está em Moledo, não é?