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Protocolado

Santana Lopes, que fundou e lidera o partido político Aliança, teve um acidente aparatoso de viação numa acção de campanha eleitoral para as Europeias onde, por sinal, não elegeu nenhum deputado, pese a preparação do primeiro candidato, Paulo Sande.

As eleições, já eu tenho escrito, têm um calendário próprio que nem sempre se domina na real oportunidade. Muitos lugares ou actores políticos têm passado à margem, outros menos habilitados têm entrado numa carreira que jamais imaginariam.

Pronto! Ainda não tinha falado sobre o Aliança, ainda que na minha agenda constem garatujas para dele escrever quando era ainda projecto, ou quando Santana Lopes perdeu a eleição para Rui Rio na liderança do de novo PPD / PSD. Afinal Santana Lopes não perde sempre. Ganhou a sua eterna determinação ao ver recuperada a designação do Partido em que militou durante cerca de quatro décadas.

Santana Lopes foi socorrido de helicóptero do INEM, apesar de manifestar que não queria ir, porque de helicóptero – apenas de helicóptero, não noutro tipo de aeronaves, tem medo de voar, explicava ele num programa de televisão que se alimenta destes verdadeiros assuntos de Estado. E verberava ele admirado pelos meios de resgate, que quem o socorreu lhe afiançou, que “havia muito tempo desde as primeiras acções de resgate e que – adiantou – diziam que cumpriam o protocolo”.

Ora pronto. Eu podia mensurar imensos exemplos em que o resgate de elementos não notáveis – não foram socorridos de helicóptero ou meios adequados e o desfecho foi o pior. Conhecemos, mas também sabemos, que isso ocorre com muita regularidade.

Estou assim a lembrar-me de um acidente de viação aparatoso, ocorrido numa região do interior profundo, como se diz, ter um mimo de serviço de protecção civil, comparado com localidades centrais, aparentemente com melhores condições para ter um bom serviço de protecção civil, e a vítima foi socorrida num centro de saúde onde nem um comprimido foi administrado.

O senhor Santana Lopes, a quem não faltou nada durante o curto período de internamente, garantiu que não foi por ser com ele. Que é procedimento regular.

Aqui lembro-me de um senhor francês que se chama Jacques de La Palisse. Nem falamos em retórica nem nada.

O ex-social-democrata, ora fundador e líder do Aliança, informou-nos que ainda lhe disseram: “se quiser pode ficar mais um dia”.

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico)