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Portugueses retidos em gruta espanhola já saíram e estão bem

Os quatro espeleólogos portugueses que ficaram retidos numa gruta no norte de Espanha desde sábado saíram esta tarde pelo seu próprio pé, ainda que cansados, depois de localizados por uma equipa de resgate, adiantou a EFE.

Os quatro portugueses foram surpreendidos por chuvas intensas, tendo ficado bloqueados pela subida das águas no interior de uma das grutas de Cueto-Coventosa, na região da Cantábria, norte de Espanha.

Um dos espeleólogos, Afonso Costa, explicou aos jornalistas que a zona onde se encontravam ficou bloqueada pela água e não tiveram outra alternativa que não fosse esperar “o tempo necessário” para que baixasse.

Afonso Costa disse que o grupo tinha estudado a meteorologia para aqueles dias naquela zona e que não esperava “tanta água”.

O espeleólogo sublinhou que sabiam que seria lançada uma operação de resgate e mostrou-se convicto de que poderiam ter saído da gruta pelo seu próprio pé e sem ajuda.

“Não havia problema, estávamos preparados”, disse Afonso Costa.

A única preocupação dos espeleólogos enquanto estiveram na gruta foi com as suas famílias, as quais contactaram assim que saíram. Consigo tinham mantimentos para mais três dias.

Os quatro portugueses chegaram à entrada da gruta cerca das 18:00 locais (17:00 em Portugal), tendo sido localizados quatro horas antes, depois de se ter iniciado uma busca na noite de domingo.

Cerca das 22:00 locais de domingo uma equipa de socorro entrou no interior da gruta, pela entrada de Coventosa, ainda que apenas tenha conseguido avançar cerca de 50 metros devido à força das águas.

Durante toda a noite permaneceram na gruta duas equipas, às quais se juntou uma terceira esta manhã para trabalhos de resgate, nos quais participaram 40 pessoas, entre espeleólogos, agentes da Guardia Civil e elementos da Proteção Civil.

Os quatro portugueses, que fazem parte de um grupo de sete espeleólogos do Clube de Montanhismo Alto Relevo de Valongo, região do Porto, ficaram retidos pela água no fim-de-semana numa das grutas de Cueto-Coventosa, no norte de Espanha.

Assim que os portugueses foram encontrados, entrou na gruta uma médica da equipa de socorristas para confirmar o seu estado de saúde.

A conselheira da Presidência, Interior, Justiça e Ação Externa sublinhou o “extraordinário” profissionalismo das equipas de resgate e a coordenação “excecional” entre todos os corpos que participaram na busca, sempre acompanhada pelas autoridades portuguesas, que estiveram em contacto com o Governo da Cantábria através do cônsul em Espanha.