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Português acredita no futuro da Venezuela e abre hotel de luxo

O empresário e construtor português Adriano Vieira, radicado na Venezuela há 40 anos, realizou o sonho de há 20 anos, o de construir um grande hotel, num país que, acredita, “vai voltar a ser como era antes”.

Em declarações à Lusa junto da piscina do Hotel Rosa Bela, assim chamado em homenagem à mãe (Rosa) e ao pai (Bela Manuel), o empresário explicou que conseguiu realizar o seu sonho graças ao lucro das suas duas empresas, a “Construcciones Vieira” e “Servicios Vieira” (de manutenção).

O hotel, “que é já emblemático em Puerto Ordáz”, no estado venezuelano de Bolívar, está em funcionamento há 18 meses, mas só vai ser inaugurado agora.

“(Foram) quase 18 anos a construir, mas é um projeto muito grande, conhecido a nível nacional e internacional”, disse, admitindo que o espaço “pode vir a ter um casino em breve”.

A infraestrutura tem um centro de convenções, 48 mil metros quadrados de construção, 319 suites, ginásio, barbearia, piscinas ou spa.

“Queremos continuar a apostar aqui. Na Venezuela é melhor investir que ter o capital parado nos bancos. O capital parado serve é para os bancos, o capital investido em matéria apalpável, é o nosso futuro, dos nossos filhos, netos e até bisnetos”, frisou o empresário, que tem também negócios na área dos supermercados e de estações de abastecimento de combustível.

Depois de chegar à Venezuela, há 40 anos, o empresário oriundo de Fátima, trabalhou numa empresa local na construção de “várias urbanizações, estradas, apartamentos, zonas industriais”.

Depois, explicou, teve “grande sucesso” em Canaima, na Amazónia venezuelana, onde construiu o acampamento turístico Hoturvensa e o acampamento residencial da Edelca, a empresa elétrica onde tralhava.

Por outro lado, na comunidade indígena de Kavanayen, situada “na parte Amazónica, mais perto Brasil”, construiu “a casa presidencial de Kavanayen” por ordem do falecido Presidente da Venezuela, Rafael Caldera (1916-2009), assim como os aeroportos de Kavanayen e de Canaima.

“Todo o material de construção tinha que ser levado em avião DC3 e até em avião militar Hércules C130. Eram aviões da Força Aérea que o Governo nos emprestava para podermos atuar e terminar os trabalhos”, explicou.

Adriano Vieira chegou à Venezuela depois de uma experiência de sete anos na construção da barragem de Cahora Bassa, em Moçambique, tendo efetuado outros negócios com a África do Sul, Rodésia (agora Zimbabué) e Maláui.

Mas foi em Moçambique que se apaixonou pela sua mulher, Lucília Vieira, também oriunda de Fátima, Portugal, e que já conhecia “dos tempos da catequese e da escola primária”.

Adriano tem um filho, que é o seu “braço direito” na Venezuela, uma filha, que está em Portugal, e quatro netos.

Apesar da situação que a Venezuela atravessa atualmente, “uma turbulência muito grande, política e economicamente”, o empresário português acredita que “tudo se superará” porque se trata de “um país próspero”, que tem muitos recursos naturais.

“Eu recomendo a quem estiver em Portugal ou noutra parte do mundo, que acreditem que a Venezuela vai ser melhor ou tão boa como era antes”, concluiu.

#portugalpositivo