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Portugal precisa alterar hábitos de cibersegurança

Ano após ano, os portugueses têm apresentado uma melhoria nas atitudes em relação à cibersegurança, mas a mudança cultural ainda pode avançar muito. Essa é a constatação central que se retira da edição de dezembro de 2020 do Relatório Cibersegurança em Portugal – Sociedade.

Esse levantamento do Centro Nacional de Cibersegurança de Portugal revela que os indivíduos têm pouco cuidado com as palavras-passe digitais e muito pouca informação sobre os riscos de cibercrime, apesar de 77% dos pesquisados se preocuparem com a possibilidade de serem vítimas. Os dados referem-se ao ano de 2019.

As compras online em Portugal ainda não são amplamente difundidas, mas a mudança de hábitos de trabalho e de convivência impostos pela pandemia de 2020 já resulta em muita pressão a nível de digitalização de processos da vida pessoal e profissional.

Nesse contexto, a aprendizagem sobre cibersegurança é diária. No entanto, ainda existe pouca visibilidade quanto à necessidade de tomar medidas que mantenham o telemóvel seguro, e não apenas o utilizador. Muitas vezes, esses telemóveis sequer são compreendidos como os utilizadores evoluídos que se tornaram de facto.

Telemóveis como ferramentas de segurança

Em algumas situações, os telemóveis podem ser usados como ferramentas auxiliares de segurança digital para quem utiliza computadores de mesa ou laptops.

O uso do telemóvel para fazer verificação em duas etapas é uma dessas ocasiões. Nesse caso, o acesso à alguma página ou a conclusão de alguma transação só pode ser concluído após informar a palavra-passe (é a primeira etapa) e o código enviado na hora para o seu telemóvel (é a segunda etapa).

A verificação em duas etapas é um mecanismo de segurança que pode ser habilitado em alguns serviços digitais. A sua segurança reside em superar eventuais roubos de palavras-passe: apenas o usuário terá acesso ao código da segunda etapa de verificação, que é uma sequência alfanumérica que muda a cada acesso. Basta manter o controlo sobre o telemóvel.

A navegação na internet, feita exclusivamente por aplicações de telemóvel, também é encorajada pelos desenvolvedores de programas e serviços como potencializador da segurança digital.

Cada aplicação de telemóvel pode ser vista como um ambiente virtual único, com os limites da navegação geralmente já pré-determinados pelo desenvolvedor. Assim, estabelecer essas “barreiras” torna o uso de uma aplicação menos suscetível a invasões e outros incidentes, algo que não ocorre com o acesso a páginas individuais através do navegador – típica maneira de aceder a páginas nos computadores clássicos.

A cibersegurança para os telemóveis

O telemóvel pode ser um bom aliado quando o assunto é a cibersegurança e as características de navegação tornam o acesso à páginas virtuais mais seguro. Mas o telemóvel também não é impermeável à invasões virtuais.

A palavra-passe

Adicionar uma palavra-passe é uma medida que é tão eficaz para aumentar a cibersegurança do telemóvel, mas também é simples de implementar. Essa verificação para acesso pode parecer útil apenas para aumentar a privacidade no ambiente doméstico ou para frustrar furtos. No entanto, também pode reduzir as ações de algum malfeitor que invada o telemóvel remotamente.

Programas úteis

Em segundo lugar, instalar programas de antivírus e de VPN também é conveniente. Um bom antivírus acusa invasões e mantém-se permanentemente “vigilante” no aparelho. Já um aplicativo VPN gera uma rede privada virtual (Virtual Private Network), que permite uma navegação privada e segura dentro da internet pública.

O serviço de VPN estabelece conexão com servidores privados de internet, que dificultam até mesmo a localização do seu usuário. Muitas empresas utilizam a VPN como um canal seguro, criptografado, entre seus trabalhadores remotos e a rede da companhia.

Corte laços com estranhos

Uma terceira medida simples para potencializar a segurança no telemóvel é desativar conexões desnecessárias com o ambiente externo, nomeadamente as redes Bluetooth e Wi-Fi.

O Bluetooth é muito utilizado para conectar periféricos ao telemóvel e transmitir dados, como música, no caso de um fone de ouvido. Mas esse tipo de conexão abre vulnerabilidades a hackers, que podem espiar e descarregar dados do aparelho ou até mesmo ter controlo sobre eles.

Além de desligar o Bluetooth em locais públicos, é importante manter o telemóvel sempre com as atualizações de segurança necessárias e evitar conectar com pessoas desconhecidas, especialmente com os dispositivos usados para trabalho. Os mesmos cuidados devem ser tidos com a internet sem fios, pois as redes Wi-Fi públicas atraem cibercriminosos que procuram vítimas que anseiam acesso simples à internet.

Conclusão

O telemóvel ocupa uma posição cada vez mais importante nos nossos processos diários, por mais que nos esforcemos para usá-lo com moderação. Num futuro próximo, as conexões 5G podem trazer desafios inimagináveis para a segurança digital e precaver-se desde já com bons hábitos é uma vantagem estratégica enorme contra ataques virtuais.