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Portugal apostado em homenagear militares da guerra colonial

O presidente da Comissão de Defesa Nacional da Assembleia da República portuguesa apelou ao governo angolano para que continue a apoiar a Liga de Combatentes de Portugal para homenagear os militares que morreram na guerra colonial.

Marco António Costa chefia a delegação que iniciou, na quinta-feira, uma visita a Luanda para o reforço da cooperação parlamentar com Angola, tendo mantido um encontro de trabalho com a Comissão de Defesa, Segurança, Ordem Interna, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria da Assembleia Nacional de Angola.

Esta visita coincide com a presença em Angola do presidente da Liga dos Combatentes de Portugal, general Joaquim Chito Rodrigues, dando assim continuidade a um trabalho iniciado, em maio deste ano, pelo ministro da Defesa português, João Gomes Cravinho, que visa honrar soldados portugueses que morreram em território angolano entre 1961 a 1975.

Na reunião, Marco António Costa aproveitou para reforçar o interesse de Portugal sobre esta questão, manifestando também agradecimento pelo apoio que o Estado angolano vem prestando até aqui.

“A Liga dos Combatentes está cá a fazer um trabalho que sob ponto de vista social e nacional é importante, que é identificar e fazer a trasladação de corpos de antigos combatentes portugueses”, disse o deputado, frisando ainda que “respeitar a memória dos antepassados é um dever histórico”.

“Portanto, queríamos aqui manifestar esse agradecimento e pedir que continuem, por favor, a apoiar a Liga neste trabalho que está a ser feito.”, reiterou.

Para Marco António Costa, “respeitar a memória dos antepassados é um dever histórico”.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Comissão de Defesa Nacional do parlamento português disse que no encontro que manteve com o presidente da Liga foi-lhe dada nota de haver essa colaboração.

“O que quer dizer que existe uma sintonia bastante sensibilizada dos dois lados para o tema que a Liga está a tratar”, frisou.

Segundo o presidente da Liga dos Combatentes de Portugal, há o registo de 1.548 militares portugueses, que morreram em Angola durante a guerra para a independência do país, cujas memórias o Governo português pretende honrar.

O trabalho, a ser feito em duas fases, compreende a localização, identificação, exumação, transporte, trasladação e deposição de restos mortais de combatentes portugueses falecidos na guerra de libertação colonial.

Joaquim Chito Rodrigues, que em Luanda tem mantido vários encontros com as autoridades angolanas, referiu que este é um trabalho desenvolvido pela Liga há 14 anos, com o objetivo de dignificar os lugares onde se encontram militares portugueses tombados ao serviço das Forças Armadas em todo o mundo.