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Polémica sobre os processos de reforma dos emigrantes continua

“Que pena que a asbl RARAS não tenha respondido ao pedido de encontro que lhe foi feito para que o deputado Paulo Pisco pudesse encontrar-se com os seus dirigentes!”, lamentou ao BOM DIA Mili Tasch, membro da Secção luxemburguesa do Partido Socialista e, até há uns meses, presidente dessa estrutura.

Mili Fernandes-Tasch referia-se à entrevista concedida por Isabel Ferreira da associação Raras ao BOM DIA, na qual a dirigente associativa se queixava de o deputado Paulo Pisco não se ter encontrado com representantes da associação. Segundo Mili Tasch, “só quando o programa da deslocação foi tornado público é que foi feita uma proposta… num horário já reservado para outros encontros de trabalho”. Recorde-se que Paulo Pisco esteve no Luxemburgo no fim-de-semana, tendo efetuado vários encontros mas não com a Raras.

Mas a socialista vai mais longe, lamentando que tenha ficado “silenciado um pedido de encontro com as pessoas que se encontram em situações de miséria. Teria sido uma oportunidade para, num primeiro tempo, poder identificar a ajuda concreta a esses cidadãos portugueses”. A essa acusação, a associação Raras respondeu durante a entrevista ao BOM DIA, alegando impossibilidade de revelar identidades das pessoas que ajuda.

Mili Tasch acredita que, havendo situações de pobreza ou de situação dramática do ponto de vista financeiro de alguns portugueses no Luxemburgo deveriam ser acionados mecanismos que existem no país “para responder a intervenções de grande urgência, não entendo porque não o fazer oficialmente”.

“Passando por um deputado da Assembleia da República que, sem qualquer alarido, muito tem feito por nós, portugueses Estes dramas pessoais são da responsabilidade moral de todos nós. E é em conjunto, e cada um ao nível das suas próprias movimentações e possibilidades que devemos agir”, afirma Mili Tasch.

Nas declarações que fez ao BOM DIA, Mili Fernandes-Tasch termina com uma pergunta: “qual o intuito de guerrear se o objetivo do nosso trabalho é o de encontrar soluções rápidas e adequadas para o bem daqueles portugueses que se encontram lesados ou necessitam de ajuda?”.