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Paulo Pisco defende boas práticas nas remessas dos migrantes

O deputado do PS eleito pelo círculo da Europa, Paulo Pisco, defendeu que as boas práticas que facilitam o envio de remessas dos migrantes para os seus países de origem deviam ser elencadas, de forma a que se possa ter uma ideia clara daquilo que outros países poderão fazer para as tornar mais seguras, rápidas e baratas, potenciando assim a dinamização da economia e o aumento da coesão social.

O deputado falava no seminário digital sobre “A Importância das Remessas dos Migrantes em Tempos de Crise”, organizado pela Sub-Comissão das Diásporas da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, de que é vice-presidente. Participaram também personalidades de várias instituições globais como Amadou Cisse, do Instituto Africano das Remessas, Christofer Williams, da Real Time Pay e Pedro Vasconcelos, do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, responsável pela área da Facilitação das Remessas, entre outras individualidades.

Este apelo tem uma importância particular numa altura em que a pandemia está a provocar uma redução das remessas globais de migrantes que, segundo o Banco Mundial, pode atingir os 20 por cento, causando grandes prejuízos em milhões de famílias que dependem essencialmente desses fluxos para pagar as suas despesas correntes, estudos, acesso à saúde e melhoria das condições de vida, fazendo assim aumentar a pobreza em termos globais.

Segundo Amadou Cisse, se dos 36 milhões de migrantes africanos 5 milhões perderem o emprego, isso poderá representar um aumento da pobreza em cerca de 27 milhões de pessoas. “Assim, se baixassem os custos de envio das remessas, que podem atingir os 7% da transação, isso representaria menos dinheiro para os bancos, mas mais dinheiro disponível para atenuar a pobreza no mundo e maior coesão social das sociedades”, defendeu Paulo Pisco.

O deputado considerou também da maior importância que o dinheiro das remessas que chegam aos bancos pudesse ser utilizado de forma mais seletiva como potenciador de projetos associados ao desenvolvimento local e para apoios no âmbito das migrações. Portugal é um dos exemplos de boas práticas do domínio dos custos e celeridade do envio das remessas, que rondaram em 2019 os 3,7 mil milhões de euros, mas apenas neste domínio.

De acordo com o Banco Mundial, existirão aproximadamente 260 milhões de migrantes em todo o mundo, que em 2019 enviaram cerca de 513 mil milhões de dólares em remessas para os seus países de origem, podendo agora este valor ser reduzido em mais de 100 mil milhões, com graves consequências no aumento da pobreza global.