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O que falta aos centros de investigação portugueses para se internacionalizarem?

Os produtos e serviços desenvolvidos em centros de investigação precisam de adquirir escala para se afirmarem nos mercados mundiais, defendeu, em Coimbra, o secretário de Estado da Economia.

Para João Correia Neves, Portugal começa a ter “capacidade de, a partir do conhecimento, construir produtos e serviços ajustados às necessidades”, sendo que, mesmo assim, “é preciso um esforço maior”.

“Temos tradicionalmente essa dificuldade de valorizar o conhecimento, do ponto de vista económico”, notou o secretário de Estado da Economia, que falava à agência Lusa no final de uma visita ao Departamento de Engenharia Química da Universidade de Coimbra, depois de também ter estado no Biocant Park, em Cantanhede, e no Instituto Pedro Nunes.

Segundo o governante, “há bons exemplos”, mas é necessário os projetos portugueses conseguirem ganhar escala e capacidade de afirmação nos mercados internacionais e isso “faz-se com persistência” e multiplicando os bons exemplos.

João Correia Neves frisou ainda que, para se conseguir chegar aos mercados mundiais, é também necessário ter capacidade de articular o conhecimento produzido nos centros de investigação portugueses com as empresas adequadas, “que tanto podem ser empresas portuguesas como internacionais”.

“Em alguns casos, como a saúde, temos empresas de dimensão muito limitada. Se queremos ter patentes para uma escala internacional, temos que ir às empresas de topo dessas áreas e oferecer aquilo que temos de bom”, defendeu.