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O Mundo não pode parar!

A crise do COVID-19 veio trazer à tona, mais uma vez, a inteligência e o espírito de sobrevivência do ser humano. Uma crise que abalou e está a abalar as estruturas económicas e financeiras de quase todos os países globais. Muitas empresas querem continuar a crescer, mesmo num estado difícil e ímpar dos últimos 100 anos. Existem empresas que estão a desaparecer, muitas pessoas estão muito mais pobres, e já existe fome, demonstrado pela Cáritas, pelo Banco Alimentar e pela Liga Nacional Contra a Fome.

É urgentemente necessário o apoio as empresas para fazer “rolar” a máquina das empresas. A Hays (empresa de Emprego e Recrutamento Especializado) pediu a mais de 500 empresas as suas previsões para o futuro. 55% das empresas refeririam que preveem recuperar a sua faturação dentro de um período máximo de seis meses, 43% esperam recuperar em meio ano e, curiosamente, 12% das empresas afirmaram que não viram as suas atividades afetadas pela pandemia. Neste último cenário, em alguns casos, o teletrabalho foi a tábua de salvação para se manterem à tona neste período excecional e imprevisível.

A normalidade é algo que 28% espera retomar num período entre 7 meses e um ano, embora 18% das empresas acreditem que levará mais de 12 meses para retomarem as suas atividades a 100%. De acordo com o estudo da Hays, 56% das empresas consultadas confirmam que adiaram os seus planos de investimento para aberturas, lançamentos de produtos ou serviços, expansões e contratos.

Segundo a mesma empresa de recrutamento, o emprego é, sem dúvida, um dos fatores que antecipa a recuperação económica, mas parece que ainda temos que esperar. 20% das empresas garantem que já estão a contratar e continuarão a fazê-lo gradualmente até o final do ano. No entanto, 18% irão contratar apenas se tudo voltar ao normal, enquanto 39% não pretendem contratar e 23% ainda não sabem.

As tecnologias da informação, as ciências industriais e da vida/farmacêuticas serão os setores que mais irão contratar, segundo o estudo da Hays. Além disso, as empresas dizem que irão continuar a fazer investimentos nos seus departamentos, nomeadamente em áreas como I&D, marketing e comunicação, vendas e engenharia. Finanças, logística e TIC irão manter o seu investimento, ao contrário do que sucederá nas áreas de compras, RH e administração.

Segundo o mesmo estudo, as empresas responderam sobre o que mudariam se pudessem voltar atrás há três meses. 26% disseram que investiriam mais em tecnologia para que a equipa pudesse trabalhar remotamente. Atualmente, calcula-se que 95% das organizações recorram ao teletrabalho ou tenham recorrido em qualquer momento do estado de alarme.

A União Europeia e os governos dos 27 países precisam dar sinais as empresas de maior agilidade, rapidez e soluções viáveis para conseguirem apostar o mais rapidamente possível em novos quadros, mais trabalhadores e alavancar as empresas nos seus reais objetivos e ao mesmo tempo, ajudarem a acabar com um flagelo que está em crescimento que é a pobreza.

Áreas como o marketing, gestão, RH e vendas vão ser chamadas para ajudar nesse crescimento das empresas. Têm de estar mais preparadas, com outras visões (ou mais visões) e muito mais experientes. O jogo mudou. Não servem as mesmas estratégias porque o público | consumidor-alvo também mudou. Todas as componentes de uma empresa vão ter que remar para o mesmo lado, se não correm o risco de desaparecer definitivamente. Não são balelas, mas sim, a realidade!

Acredito que vamos dar a volta e vamos conseguir sair mais fortes. Mas o caminho ainda é duro.

 

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