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Nem sei se assim se chega a lado algum

Anda todo o país alvoroçado por causa dos dois deputados que o Chega elegeu nos Açores, sobretudo porque se teme que atinja proporções tais no continente. Por maioria de razão anda alvoroçado o PSD – mas ainda mais Rui Rio.

Devo adiantar que Rio ficou ferido quando António Costa disse alto e bom som que não recorreria a si nem ao PSD para formar um governo ou acordo legislativo.

Cabe dizer que Rio e Costa eram amigos desde que foram autarcas, mas quero crer que com estas fricções entre ambos já há mossa que vai ficar.

Rui Rio perdidamente falou com André Ventura para não perder o avião com aterragem em Lisboa – vide todo o Portugal.

Ambos titubeando tentaram trazer a terreiro capciosamente aquilo que haviam acordado. Rio porque o Chega não é flor que se cheire por força dos seus propósitos que são antidemocráticos, que nem parece coisa deste século. Acabou por gritar à retórica se três ou quatro ideias do Chega eram fascistas, mas não conseguiu dourar a ideia nem a indivíduos fundamentais do seu Partido.

Pelo mesmo lado, Ventura avisado de que quase todos desdenham de si, deu veladamente um nim como resposta ao colóquio que houve entre ambos.

Esforço-me para não dizer que o Chega, seguida a risca a nossa Lei Fundamental – a Constituição, não riscava nada. Não podia existir e escusavam muitos de andarem a tentar amordaçar André Ventura, especialmente por parte do Presidente da Assembleia da República, senhor Ferro Rodrigues. Mas o senhor Ventura esbraceja e não tem perturbação da fluência como a senhora Joacine Katar Moreira.

André Ventura só ganha com isto! Ou seja: Ventura está sempre a facturar. Sabe-o bem. Mas ele quer é que se fale nele. Rio foca-se em Ventura – não posso deixar de sublinhar – porque traído com a jactância de Costa que vem sendo muitíssimo imprudente, sobretudo a partir de quando deu o seu apoio público a um candidato à presidência de um clube de futebol, de tal modo que nem parece um político tão hábil e experiente como é.

Todos esquecem que, como dizia o senhor Joseph de Maistre: Toute nation a le gouvernement qu’elle mérite; ou em português: Toda nação tem o governo que merece.

Ventura não quer fracturar-se antes de se testar nas sucessivas eleições, daí desejar ser prudente que é coisa que nitidamente não é, pese ser outras coisas. (…)

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico)

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