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Mário Lobo deixa Conselho Nacional de Estrangeiros

O associativista Mário Lobo, membro do Conselho da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL) e do Conselho Nacional de Estrangeiros (CNE) acaba de demitir-se do cargo de membro daquela estrutura.

Mário Lobo alega problemas de saúde provocados por uma infeção de covid-19, esperando pode “voltar ao único órgão que é suposto defender os interesses de 50% da população residente que não têm direito de se pronunciar sobre a gestão do país no qual escolheram trabalhar e ajudar a desenvolver-se”.

Em carta enviada à ministra da Família a que o BOM DIA teve acesso, o português afirma esperar que o parlamento não decida “separar o CNE do movimento associativo”, que considera ser o verdadeiro porta-voz dos estrangeiros.

Na missiva, Lobo espera que as associações de estrangeiros no Luxemburgo possam ser reconhecidas como membros de pleno direito da sociedade civil, “sem terem de ter ajuda dos autóctones para a participação cívica”. O membro demissionário do CNE espera ainda que os estrangeiros deixem de ser um instrumento de propaganda para os partidos políticos em tempos de campanha eleitoral, lamentando que não haja mais solidariedade com “essa metade invisível”.

Mário Lobo termina afirmando que, felizmente, já vão longe os tempos em que um comissário representava os estrangeiros, “uma irracionalidade comparável à ideia de um Conselho Nacional das Mulheres do Luxemburgo que funcionaria melhor se fosse composto por metade de homens”.

A demissão de Mário Lobo, colunista e membro do BOM DIA, significa que Gracinda de Jesus, também colaboradora da associação que deu origem a este jornal, deverá assumir o lugar deixado agora disponível.