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Marcelo quer centro cultural e escola portuguesa na Costa do Marfim

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, mostrou-se convicto de que futuramente, depois da abertura da embaixada, será criado um centro cultural português na Costa do Marfim e eventualmente uma escola portuguesa.

“Agora, vai ser tudo rápido, muito rápido. Primeiro, a embaixada. Depois, centro cultural português. E, depois, nós esperamos que haja um número grande de alunos e de pais de alunos que queiram uma escola portuguesa. E eu penso que sim, porque há 200 portugueses a viver aqui”, afirmou o chefe de Estado, num encontro com alunos de português, num hotel de Abidjan.

O chefe de Estado falava em resposta a um aluno que se queixou de que na Costa do Marfim existem escolas secundárias francesa, norte-americana, canadiana e turca e centros culturais francês, alemão e chinês, mas nenhuma escola portuguesa e nenhum centro cultural português ou lusófono.

Quanto à escola portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou: “Quando houver crianças em número suficiente, quer portuguesas, quer marfinenses, quer de outros países, por exemplo, de língua portuguesa, angolanos, moçambicanos, cabo-verdianos, guineenses, são-tomenses, aí aparece, como apareceu noutros países, uma escola portuguesa”.

“A ideia é muito boa. Eu espero com a minha idade viver o suficiente para nos próximos anos não só ver o centro cultural e a escola como até vir visitá-los, seja eu Presidente ou seja eu Presidente reformado. Venho cá”, prometeu.

A seguir, uma estudante perguntou-lhe se não seria possível organizar um concurso de português que tenha como prémio um curso de verão em Portugal.

“É uma boa ideia, que o Governo já tomou nota, e vai ser levada para Portugal. Muito boa ideia. Parabéns”, respondeu o Presidente da República.

Neste encontro com dezenas de alunos que são estudantes de português no ensino secundário e superior, alguns dos quais alunos de doutoramento, Marcelo Rebelo de Sousa falou sobre a importância de aprender esta língua.

O chefe de Estado invocou, primeiro, o estreitar das relações económicas entre Portugal e Costa do Marfim, considerando que, por causa disso, “vai ser preciso haver mais marfinenses que saibam português e possam conhecer Portugal e possam trabalhar para empresas portuguesas ou para empresas marfinenses em Portugal”.

Depois, referiu que o português é “a língua mais falada no hemisfério sul e é a terceira língua mais falada das europeias projetadas no mundo e das quatro ou cinco mais faladas de todo o mundo”, portanto, “é importante para organizações internacionais, para relações internacionais, para organizações não governamentais”.

“O conhecimento do português é mais um valor que têm quando quiserem, mais tarde, exercer profissões em qualquer ponto de África ou do mundo”, defendeu.