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Marcelo: ninguém sabe como será segundo surto

O Presidente da República defendeu que Portugal começou bem “a maratona” do combate à pandemia de covid-19, mas está “a aprender fazendo”, como todos os países, acrescentando que ninguém sabe como será um eventual segundo surto.

No final de uma visita à Torre de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a apelar aos portugueses para que saiam à rua para ajudar o comércio, a restauração e o turismo, embora com cuidados, nesta fase, que equiparou aos “segundos cinco quilómetros” de uma corrida de fundo que termina em 2022.

“Eu farei o meu melhor para demonstrar aos portugueses que não é perigoso, mas compreendo que sejam passos cuidadoso e pequenos aqueles que vão sendo dados durante este mês de maio”, afirmou.

Questionado se os sucessivos apelos para que as pessoas saiam de casa pressupõem que haverá um aumento do número de casos de covid-19 neste período que já não é considerado um problema, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: “Aqui nós estamos todos a aprender fazendo. Todos os países aprenderam fazendo com esta pandemia”.

“Ninguém estava preparado para esta pandemia, nenhum país, nem sabe como é se houver segundo surto: quando é, como é, de que maneira”, acrescentou.

Segundo o Presidente da República, “os primeiros cinco quilómetros correram bem” a Portugal, “não há dúvida de que correram francamente bem”.

“Em relação à primeira parte da maratona, soubemos retirar as lições, soubemos decidir e, sobretudo, o povo português foi excecional. Isso é reconhecido por toda a gente em todo o mundo, a capacidade que teve e que tem e que terá para perceber o que deve fazer. E agora o que deve fazer é esse equilíbrio entre a reabertura da vida económica e social e as precauções do ponto de vista de saúde”, defendeu.

Confrontado com a crítica do secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, à preparação da reabertura das escolas, atribuindo “alguma imprudência” ao Ministério da Educação, Marcelo Rebelo de Sousa contrapôs: “As informações que eu tenho das escolas, até agora, são boas”.

“Houve muitos pais que perceberam, houve muitos alunos que perceberam, os professores perceberam. Isso significa que em diversas escolas houve um clima diferente, com precauções e cuidados diferentes. Alguns deles ficarão para o futuro, outros não, mas o passo inicial foi dado. Agora é preciso dar no comércio, na restauração, nas visitas aos museus e aos monumentos”, considerou, concluindo: “É isso que vai ser testado nas duas próximas semanas”.