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Marcelo na segunda Pátria e quase todas do Mundo

Marcelo Rebelo de Sousa está em Moçambique, na “sua segunda Pátria” para assistir à tomada de posse de Filipe Nyusi como Presidente da República de Moçambique. É o único chefe de Estado de um país da União Europeia a estar presente.

O Presidente da República Portuguesa continua por aí ao redor do mundo. Desdobra-se para estar presente no mesmo dia em países diferentes e distantes.

Meio esquizofrénico, é vê-lo a condecorar tudo e todos à beça. Até perecidos ele ressuscita.
Não costumo nem me agrada usar a expressão “esquizofrénico”, mas é a que de imediato me ocorre ao teclar assim que lembro Marcelo Rebelo de Sousa. Não o digo por sobranceria ou troça. Confesso que é humildemente. Aquilo (já) não é normal.

Se Cavaco Silva não aparecia, não condecorava a esmo, Marcelo fá-lo à exaustão. Mesmo. Aborrece. Costumo até exemplificar com o BOM DIA. Se Cavaco condecorou o BOM DIA é porque realmente este nosso jornal é valoroso, face à raridade com que o seráfico ex-Presidente da República Portuguesa condecorava ou (não) botava faladura.

Marcelo opinina, dita e comenta publicamente o que vai fazer, que decisão tomará sobre determinado diploma, que configura uma posição que eu já designei a evoluir para um país presidencialista ou semi-presidêncialista. Mas, ainda assim, quase parece que estamos num país com disciplina semi-presidencialista. Dita opiniões que condicionam ou comprometem as decisões do senhor Costa, o primeiro.

O seráfico ex-Presidente da República, Cavaco Silva, não aparecia, não condecorava nem tinha muita actividade pública, a não ser a da gula por bolo-rei. Marcelo está no oposto, no mais extremo – radical. Mais não pode estar.

Agora está em Moçambique aos mergulhos e a mandar cortar o cabelo! Santo Deus: ele não pode fazer aquilo cá, sem dar tanto espectáculo, sobretudo porque traz baterias de Comunicação Social atrás?

Não é muito bonito para Portugal pela figurinha e não é assertivo com o que defende quando enaltece tudo o que é português. Os imensos portugais são `xcelentes. Temos as cervejas, as águas minerais melhores do mundo – não sei o que pensa de Baco, se lhe exala às narinas.

Aqui há uma coisa fantástica que os portugueses – desta vez – ainda não deram conta: Mário Soares era acusado de dar não sei quantas voltas no / ao mundo à custa do contribuinte portugues – mais uma vaquinha da tartaruga que alombou com ele nas Seychelles.

Agora não tenho visto reacções às voltas que Marcelo dá ao / no mundo à nossa custa, inflacionadas pela figurinha que por lá faz. Não havia livros ou não poderia (mandar) comprar os livros por cá, sobretudo sem ser indiscreto?

Eu não posso ser discreto ante o que vejo e me soe dizer acerca de Marcelo Rebelo de Sousa.

Francamente…

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico)

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.