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Lisboa recebe Conferência das Mulheres da União para o Mediterrâneo

Tem lugar em Lisboa, entre os dias 10 e 11 de outubro, a edição de 2018 da Conferência das Mulheres da União para o Mediterrâneo, este ano subordinada ao tema “As mulheres constroem sociedades inclusivas”. A parlamentar socialista, que é vice-presidente para a Cultura da Delegação do Parlamento Europeu dos Países do Mediterrâneo, participará de um painel, na parte da tarde do primeiro dia, que terá como objetivo debater o papel do sector privado e dos media como forma de quebrar os estereótipos e as barreiras sociais.

“A igualdade de género nos meios de comunicação social é um tema crucial e que deve ser tratado com a máxima prioridade”, referiu a eurodeputada portuguesa Liliana Rodrigues que vai participar na conferência, acrescentando que “os meios e os dispositivos de comunicação exercem uma influência determinante na forma como a opinião pública constrói as suas percepções político-sociais. Eles são um elemento fundamental da democracia e têm uma responsabilidade particular na promoção do respeito pela dignidade humana e no combate a todas as formas de discriminação e desigualdade entre os géneros”.

No âmbito do trabalho da eurodeputada na Comissão dos Direitos da Mulher e da Igualdade dos Géneros do Parlamento Europeu, Liliana Rodrigues foi a responsável do grupo socialista por acompanhar o relatório sobre “A igualdade de género no sector dos media”, votado favoravelmente na passada sessão plenária de abril.

Dados presentes no relatório mostram que, na UE-28, a participação das mulheres no processo de tomada de decisão nos meios de comunicação social foi de apenas 32% em 2015 e que a participação das mulheres como presidentes do conselho de administração foi de apenas 22%. A nível global, metade das mulheres que trabalham nos meios de comunicação social foi vítima de assédio sexual, sendo que um quarto sofreu actos de violência física e três quartos sofreram intimidação, ameaças ou abusos.

“A comunicação social é uma área tradicionalmente masculina, em que as mulheres entraram tardiamente e quase sempre para lidarem com assuntos ‘mais leves ou menos importantes’, tendo ainda de enfrentar múltiplas discriminações baseadas no sexo e exercer um esforço acrescido no sentido de se afirmarem profissionalmente e de conquistarem o seu espaço”, afirmou a eurodeputada.

A edição de 2018 da Conferência das Mulheres da União para o Mediterrâneo realizar-se-á na Fundação Champalimaud. Em Lisboa são esperados mais de 300 representantes de todos os sectores envolvidos nas questões sobre a igualdade de género e o empoderamento das mulheres na região euro-mediterrânea.