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Jovens empresárias portugueses prometem revolucionar o mercado da arte

Responsáveis por colocar a cultura novamente na corrida do empreendedorismo em Portugal, admitida em grau de importância ao lado das soluções tecnológicas, sustentabilidade ambiental e impacto social, as Galerias São Rafael foram uma das empresas finalistas da 11ª edição do concurso Montepio Acredita Portugal.

Após 7 anos, o maior concurso de empreendedorismo do país voltou a reconhecer a importância do património intangível para o tecido económico do país.

As Galerias São Rafael trazem a sofisticação tecnológica para o mercado da arte em Portugal, apostando na experiência imersiva e na realidade virtual, aliadas a uma consciência filantrópica.

As empresárias fundadoras, Mónica Kahlo e Sílvia Raposo, têm como objectivo principal reabilitar as indústrias criativas promovendo uma maior eficiência no uso dos recursos tecnológicos, incentivando à inovação no sector cultural português e revolucionando o processo de exibição de obras de arte em Portugal. A empresa Galerias São Rafael, atualmente com atuação internacional no Chile, Alemanha, Espanha, Inglaterra e Egito, tem também entre os objectivos a promoção internacional de artistas portugueses e o reforço das parcerias internacionais.

As gémeas empresárias de 28 anos já trabalham juntas há 7 anos no sector cultural. Foram fundadoras e CEO’s de duas empresas de gestão de eventos, mas foi em 2018 com a criação das Produções D. Mona, uma produtora teatral, que escalaram no mercado espanhol, tendo sido as primeiras produtoras portuguesas a alcançar três vezes consecutivas o ranking de artes cénicas madrileno. Cruzaram as artes performativas com a sua paixão pelas artes plásticas, levando à cena espetáculos sobre a vida e obra de Frida Kahlo, Yayoi Kusama, Andy Warhol ou Vincent Van Gogh.

Este ano voltam a apostar no cruzamento entre a dimensão performativa e plástica da arte, fundando as Galerias São Rafael, a primeira plataforma portuguesa que une a experiência estética, performativa, imersiva e filantrópica a um conceito digital intermedia e interartes.

Criadas durante a paralisação do sector cultural face à pandemia Covid-19 e adaptando-se à normalização e expansão dos mercados digitais, as Galerias São Rafael elevam o padrão da experiência expositiva ao criar experiências imersivas em realidade virtual e realidade aumentada a partir de obras de arte exclusivas de artistas nacionais e internacionais. O mercado das galerias de arte contemporânea ganha agora um novo fulgor com a inserção do hiperrealismo na própria concepção dos ambientes expositivos virtuais e a comercialização virtual adquire uma dimensão performativa com o aumento da qualidade visual dos detalhes e tridimensionalidade das obras.

As Galerias São Rafael aliam a interatividade e imersividade das experiências museológicas ao modo como se comercializa arte, proporcionando aos fruidores a experiência da obra de arte total, na qual o fruidor pode optar por visitas guiadas em videoformato, salas de exposições panorâmicas 360º onde pode interagir e circular de forma independente, ou ainda a realidade virtual.

O objetivo, referem as gémeas empresárias, é “através da experiência virtual imersiva, contribuir para uma dinamização dos campos emocional e intelectual do indivíduo, bem como olhar para a cultura e sua dimensão artística numa perspetiva evolutiva”. Minimizando os riscos e custos do processo de expedição e exibição, aliada a uma preocupação com a protecção do património cultural e artístico, a inserção da experiência da realidade virtual permite ainda salvaguardar a integridade das obras de arte originais.

Mónica Kahlo e Sílvia Raposo garantem lançar ainda este ano a experiência VR, um ambiente expositivo em realidade virtual com recurso a óculos 3D, que será uma importante fonte de receitas deste projeto, com lucros estimados em meio milhão de euros nos próximos 5 anos. Guiada pelo mote “a Arte é um investimento humano”, as jovens empreendedoras apostam ainda no impacto social, destinando 10% dos lucros a projetos de filantropia, reforçando a importância do mecenato e da cultura para a construção de futuros.