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Guaidó: Venezuelanos devem mobilizar-se contra regime

O líder da oposição e presidente do parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou que regressará em breve ao país e apelou aos venezuelanos a reativarem as mobilizações populares para derrotar o Governo do Presidente Nicolás Maduro.

“Temos o apoio e o respeito do mundo. Agora toca-nos a tarefa mais poderosa e fundamental, a que nos trouxe aqui, a de nos unir para que de uma vez por todas possamos dizer, com força, que a virtude, a honra e a liberdade cobrem a Venezuela” disse.

O anúncio foi feito através de um vídeo divulgado em Caracas e o regresso concluirá um périplo iniciado a 19 de janeiro, por Bogotá (Colômbia) e que o levou também a Inglaterra, Suíça, Espanha, Canadá, França e Estados Unidos de América, onde se reuniu com diferentes governantes e inclusive com o Presidente norte-americano Donald Trump.

“Regresso à minha pátria com afetos, com o compromisso dos nossos aliados, com ações e medidas que vão ir ser executadas e com o apelo ao nosso povo para reativar a luta e a mobilização popular”, afirmou Juan Guaidó.

Por outro lado, explicou que assume o seu “papel e responsabilidade, com todos os riscos que envolve” e chamou os venezuelanos também a serem “protagonistas da libertação da Venezuela”, vincando, no entanto, que é preciso estarem unidos.

“Durante este périplo testemunhamos fatores, governos e instituições de diferentes estilos, que estão unidos por um compromisso, por uma causa justa: pela Venezuela, pela liberdade. Internamente devemos conseguir também isso (compromisso), trabalhar com uma rota clara para derrotar a ditadura, mas, para que isso aconteça, os venezuelanos, dentro e fora do país, devem reativar as mobilizações e fazer-nos sentir com força”, explica.

Segundo Juan Guaidó, “a ditadura é um perigo para todos no planeta”.

“É por isso que os nossos aliados estão na disposição de aumentar a pressão até ao nível máximo que seja necessário”, sublinhou.

O líder opositor explicou que o ano de 2019 deu “recursos, mas também lições que serviram para renovar e consolidar” a estratégia opositora.

“A solução só ocorrerá quando conseguirmos, com muita pressão, eleições presidenciais realmente livres. Para isso, temos o apoio e o consenso do mundo, das principais potências que se comprometeram a não reconhecer qualquer fraude que a ditadura tente, como fizeram em 20 de maio de 2018”, frisou.

No vídeo, Juan Guaidó diz que os Chefes de Estado e de Governo de Inglaterra, Alemanha, França, Colômbia, Canadá, Grécia, Indústria, Holanda e Estados Unidos, apoiam “uma série de ações e medidas concretas para alcançar a liberdade da Venezuela e acabar com o sofrimento” dos venezuelanos.

Juan Guaidó diz ainda estar na disposição “de fazer tudo o que for necessário para alcançar os objetivos” e que regressará ao país “com a profunda convicção de que a Venezuela será livre e que poderemos deixar de lado a ditadura, a destruição e a dor que ela nos trouxe”.

A crise venezuelana agravou-se desde janeiro de 2019, quando o líder opositor e presidente do parlamento, Juan Guaidó, jurou publicamente assumir as funções de presidente interino da Venezuela até conseguir afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres no país.

Os EUA foram o primeiro de mais de 50 países que manifestaram apoio a Juan Guaidó, entre eles Portugal, uma posição tomada no âmbito da União Europeia.

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