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Grada Kilomba representa a literatura portuguesa no Canadá

A escritora e artista portuguesa Grada Kilomba vai participar na 41.ª edição do Festival Internacional de Autores de Toronto, no Canadá, que decorre a partir de quinta-feira, com a presença de escritores como Margaret Atwood e Richard Ford.

Fonte da representação local do Instituto Camões e da Embaixada de Portugal no Canadá revelaram à agência Lusa que a escritora portuguesa será uma das convidadas do certame, considerado uma referência na América do Norte, e o festival literário mais antigo do Canadá.

O Toronto International Festival of Authors (TIFA) reunirá, nesta edição, nomes internacionais da literatura como a poeta, romancista e ensaísta canadiana Margaret Atwood, autora de “The Handmaid’s Tale”, o norte-americano Richard Ford, autor de “Independence Day”, e o escocês Ian Rankin, autor de “Uma morte Impossível”.

O nome de Grada Kilomba, autora de “Memórias da Plantação” – o livro mais vendido na Feira Literária Internacional de Paraty – Brasil (FLIP), em 2019 – foi um dos nomes de escritores portugueses sugeridos à direção do festival canadiano na primavera deste ano pelo Instituo Camões/Coordenação de Ensino Português no Estrangeiro, e pela Embaixada de Portugal no âmbito de uma parceria entre estas entidades e o certame literário.

Nascida em Lisboa, com raízes em São Tomé e Príncipe e Angola, Grada Kilomba reside em Berlim, na Alemanha, e tem desenvolvido o seu trabalho nas questões da memória, trauma, raça, género e reflexões do que intitula a “descolonização do pensamento”, no âmbito das problemáticas atuais sobre o colonialismo e pós-colonialismo no início do século XXI.

Usa habitualmente como suportes do seu trabalho – assumidamente político – o texto, imagem, performance, instalação, vídeo e leitura encenada.

Como artista plástica, apresentou obras pela primeira vez em Portugal em 2017, em duas exposições, em Lisboa: “Secrets to Tell”, no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, e “The Most Beautiful Language”, na Galeria Avenida da Índia.

O livro “Plantation Memories – Episodes of Everyday Racism” (“Memórias da Plantação”), publicado em 2008 pela editora alemã Unrast Verlag, reúne um conjunto de depoimentos de pessoas que vivem na diáspora, relacionados com o racismo no quotidiano, e esgotou rapidamente quatro edições. Foi editado em português em 2019, pela Orfeu Negro.

No último dia do festival, a 01 de novembro, a autora portuguesa fará uma intervenção às 13:00 locais (18:00 em Lisboa), num debate com o jornalista e também escritor canadiano Desmond Cole, sob o tema “Desconstruindo o racismo”, disponível também através da página ´online´ FestivalofAuthors.ca.

Grada Kilomba irá ainda participar num ciclo de conversas com alunos universitários dos programas de português das Universidades de Toronto e de York, com as quais o Instituto Camões renovou acordos de cooperação para o ensino da língua e cultura portuguesa.

A 41ª edição do TIFA tem como tema “Bringing a new World into Focus” (“Trazendo a foco um novo mundo”), e decorrerá em formato presencial e ´online´, seguindo as restrições para conter a pandemia covid-19.

Debates, leituras, espetáculos ao vivo fazem parte da programação da edição deste ano, que inclui ainda uma sessão dedicada ao multiculturalismo, com a participação do escritor português Gonçalo M. Tavares, que vai apresentar o seu último trabalho, “Diário de uma peste”.

Esta participação integra o plano de atividades de promoção da língua e cultura portuguesas organizadas pelo Instituto Camões/CEPE – Coordenação do Ensino de Português no Estrangeiro, no âmbito do núcleo da EUNIC-Toronto, entidade que reúne institutos culturais de vários países, como a Alliance Française, o Goethe Institut e o Istituto Italiano di Cultura, presentes nesta cidade.

#portugalpositivo